Cidades

Aprovada medida que prevê ampliação de beneficiários do Programa Aluguel Social em Canoas

Objetivo é atender as famílias atingidas pelas enchentes que afetaram 60% do município em maio, deixando cerca de 100 mil pessoas desabrigadas

Até o momento, cerca de 1 mil famílias já foram beneficiadas e 15 mil aguardam avaliação
Até o momento, cerca de 1 mil famílias já foram beneficiadas e 15 mil aguardam avaliação Foto : Mariane Silva / Câmara de Vereadores de Canoas / CP

Foi aprovado pelos vereadores de Canoas o projeto de lei que prevê a ampliação do número de beneficiários do Programa Aluguel Social Canoense Reconstrução. A medida busca atender famílias atingidas pelas enchentes que afetaram 60% do município em maio, deixando cerca de 100 mil pessoas desabrigadas. Com a aprovação da proposta, o limite de famílias atendidas pelo programa passa de 2 mil para 2,5 mil, permitindo que mais pessoas tenham acesso ao auxílio para custear moradias temporárias.

A iniciativa foi criada em junho após um levantamento apontar que as cheias danificaram cerca de 80 mil residências. Até o momento, cerca de 1 mil famílias já foram beneficiadas, e mais de 15 mil estão inscritas aguardando avaliação. Conforme o projeto aprovado pelo Legislativo, o benefício será mantido até que as famílias possam retornar às suas casas ou sejam reassentadas por meio de programas habitacionais futuros, seja dos governos municipal, estadual ou federal. O projeto também prevê que moradores de áreas de risco, onde obras emergenciais como a construção de diques e casas de bombas estão em andamento, tenham prioridade no programa, mesmo sem inscrição prévia.

O benefício é concedido mensalmente e pago via transferência bancária ou PIX, mediante apresentação de contrato de locação e recibos mensais. Caso os comprovantes não sejam entregues no prazo estipulado, o pagamento pode ser suspenso no mês seguinte.

Segundo o Executivo, o aumento do número de beneficiários reflete o impacto prolongado das enchentes e a necessidade de oferecer suporte às famílias que ainda enfrentam dificuldades para se restabelecer. Além disso, a medida é essencial para garantir dignidade e segurança às pessoas que não têm condições de retornar às suas casas ou vivem em áreas de risco.

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