Arquitetos e urbanistas de diversas regiões brasileiras estão reunidos em Porto Alegre para debater o futuro do país e o papel dos profissionais na formação de cidades mais inclusivas, democráticas e sustentáveis. Na esteira da COP30 e das crises climáticas que assolam a população, o seminário que abriu o 49º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas – Eduardo Bimbi (ENSA) abordou a temática “Falta de planejamento do território é ausência de futuro”.
O evento, organizado pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) e Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Rio Grande do Sul (Saergs), segue até domingo no Plenarinho da Assembleia Legislativa do RS (ALRS).
“É urgente fazer essa discussão considerando a crise climática, a necessidade de uma transição justa e o novo mundo do trabalho. Precisamos desse cenário para saber quem vamos estar elegendo em 2026 e quais pautas precisamos que sejam atendidas”, disse a presidente da FNA, a arquiteta gaúcha Andréa dos Santos.
Ao lado da presidente do Saergs, Deonice Romero, ela abriu a programação no final da tarde desta quinta-feira. Presente no debate, o ex-presidente da FNA e representante do Conselho Consultivo da FNA, Newton Burmeister emocionou os arquitetos reunidos.
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“Temos que entender que, se não tivermos um território planejado, teremos ausência de futuro. Somos muito importantes nesse processo de ordenação”, apontou. Aos 88 anos, o ex-secretário de Planejamento de Porto Alegre deixou ainda uma reflexão à plateia. “As lutas geopolíticas não são apenas caprichos, são estratégias de desenvolvimento”, completou.
A necessidade de maior colaboração dos arquitetos e urbanistas no planejamento das cidades e no enfrentamento das crises climáticas foi uníssona. “Se não há planejamento, o que se constrói é a incerteza, a vulnerabilidade e as injustiças. Os debates que se iniciam hoje fortalecem as necessidades da sociedade. Saímos daqui convictos de que a Arquitetura e o Urbanismo têm papel essencial na construção de um país mais justo, acessível e sustentável”, acrescentou o vice-presidente do CAU/BR, Fábio Müller.
Representando o IAB, Jéssica Neves destacou que o momento é único para o debate proposto pelo ENSA tanto entre arquitetos quanto com a sociedade. “A temática é mais do que pertinente, é essencial e deve ser uma pauta transversal”. Pela ABAP, o arquiteto e urbanista Tiago Holzmann falou sobre a importância da integração entre as entidades nessa luta.