A Estrada Caminho do Meio, uma das mais importantes vias ligando os municípios de Porto Alegre, Alvorada e Viamão, na região Metropolitana, vai receber um investimento estimado de R$ 264,1 milhões para obras em 23 quilômetros. A contratação, em modalidade semi-integrada, inicialmente apenas com Viamão, no qual serão investidos R$ 138,5 milhões para melhorias em 11,4 quilômetros e prazo de 27 meses para execução, foi assinado na manhã desta quinta-feira, no Palácio Piratini.
Entre as obras em todos os trechos, estão previstas a duplicação do pavimento, ciclovia, passeio público com acessibilidade, drenagem, iluminação pública, contenções em muro de gabião, sinalização viária, intersecções, novas paradas de ônibus e paisagismo. Desapropriações também devem ocorrer. Estiveram presentes o governador Eduardo Leite, dos secretários interino de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur), Fernando Classmann e titular de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Danielle Calazans, deputados e representantes da empresa vencedora do contrato.
Para Alvorada, cujo edital de licitação foi também aberto nesta quinta, também prevendo contratação integrada, o investimento será de R$ 47,3 milhões para 4,3 quilômetros e prazo de 15 meses. Na Capital, a contratação será pela forma integrada. O investimento será de R$ 78,2 milhões, a extensão de 7,3 quilômetros e o prazo de 20 meses. O projeto está em estágio de aprovação pela Prefeitura. “Muitas pessoas trabalham em uma cidade, moram na outra e hoje encontram uma via muito precária, em pista simples. Agora, a pista será duplicada, com corredor de ônibus, ciclovia. Estamos qualificando a estrutura viária pra dar mais segurança, melhor condição de mobilidade, mais agilidade nos deslocamentos e melhorar a qualidade de vida da população”, disse Leite.
"Esta via foi de grande importância no momento das enchentes de 2024, por ser uma rota alternativa, e agora com este conjunto de obras, será mais ainda. Os eventos climáticos trouxeram ensinamentos para nós, e isto tem de ser transformado em enfrentamento, para estarmos preparados para futuros eventos extremos. A intenção é resolver todos os gargalos, e é um sonho de mais de 20 anos que está sendo realizado”, acrescentou Classmann, comentando que, durante as obras, é visado o impacto mínimo para a população.