O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul (SindimetrôRS) promoveu uma mobilização com um salchipão, na sede da Trensurb, em Porto Alegre, nesta sexta-feira, como forma de chamar a atenção para a retirada da estatal metroviária do Programa Nacional de Desestatização (PND), assim como a reposição salarial. O ato, considerado simbólico pelo sindicato, reuniu no local diversos trabalhadores.
“Para nossa surpresa, ou decepção, inclusive sendo promessa de campanha do presidente Lula, imaginamos que seria logo retirado, e que as privatizações seriam encerradas. Já houve promessa ainda em 2023, e até agora nada. Continuamos, portanto, neste aguardo há dois anos e meio”, disse o presidente do SindimetrôRS, Luis Henrique Chagas. “Continuamos em defesa da empresa pública estatal, com um serviço de qualidade. Lógico que tivemos as enchentes que nos causaram grandes prejuízos, mas, apesar disto, nosso serviço está muito eficiente. Está na hora de o governo olhar para o transporte”, salientou ele.
Nesta sexta-feira, metroviários da Trensurb promovem um Salchipão de Mobilização contra sua privatização
Já sobre a campanha salarial, a data-base é 1º de maio, porém, até o momento, cerca de 45 dias depois, nenhuma proposta foi apresentada pelo governo federal, segundo acrescentou Chagas. “Queremos somente a reposição da inflação por ora Um novo concurso público foi anunciado, mas por ora ele está suspenso, e isto também deixa a categoria ansiosa, e é bastante preocupante”. Conforme ele, quando a Trensurb ia até o município de São Leopoldo, havia 1,3 mil funcionários, e agora, com extensão até Novo Hamburgo, os trabalhadores reduziram para 950.
“Tentamos audiências com a Casa Civil desde o primeiro dia de governo, assim como o Rui Costa (hoje ministro-chefe da Casa Civil) e nunca fomos recebidos”. A ideia, acrescentou Chagas, é convocar uma assembleia ainda antes do final de junho para decisão sobre o futuro das mobilizações.
Procurada, a Trensurb afirmou que as negociações relativas à campanha salarial seguem em tratativas junto ao governo federal, por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), responsável por estas deliberações.
Leia nota completa da Trensurb:
“A Trensurb informa que as negociações relativas à campanha salarial seguem em tratativas junto ao governo federal, por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), responsável por estas deliberações. Ressaltamos que essa situação não se restringe à Trensurb, atingindo também outras estatais que aguardam posicionamento dos órgãos competentes. A Trensurb também mantém reuniões periódicas com as entidades sindicais, e as negociações das cláusulas sem impacto econômico já estão avançando.
Quanto ao Programa Nacional de Desestatização (PND), a Trensurb esclarece que permanece incluída no programa. Qualquer eventual alteração nesse status depende de decisão do governo federal. O Calendário do BNDES indica que o processo não acontecerá antes da conclusão dos estudos previsto para acontecer em 2026 e 2027."