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Autorizado o início das obras de construção das Casas de Bombas 9 e 10 no dique Mato Grande, em Canoas

Com investimento de R$ 75 milhões, os recursos são provenientes do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos, operacionalizados pela Caixa Econômica Federal

A obra deve beneficiar cerca de 60 mil moradores, entre os bairros Mato Grande, Cinco Colônias e Harmonia
A obra deve beneficiar cerca de 60 mil moradores, entre os bairros Mato Grande, Cinco Colônias e Harmonia Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP

O prefeito de Canoas, Airton Souza, autorizou nesta segunda-feira o início das obras de construção das Casas de Bombas 9 e 10, nas imediações do dique do Mato Grande, junto à Vala da Madrinha, no bairro Mato Grande. Com investimento de R$ 75 milhões, os recursos são provenientes do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (FIRECE), operacionalizados pela Caixa Econômica Federal. A iniciativa faz parte das ações de recuperação e fortalecimento da infraestrutura de proteção e enfrentamento contra as cheias do município, que foi severamente atingido pelas enchentes de 2024.

As novas estruturas terão a função de retirar a água acumulada na área atendida pelo Pôlder Mato Grande, ampliando a capacidade de drenagem e reforçando a proteção da população contra os alagamentos. O sistema será integrado ao Dique Araçá e além de ampliar a segurança diante de eventos climáticos extremos, a construção das novas casas de bombas vai proporcionar mais tranquilidade e qualidade de vida para aproximadamente 60 mil moradores, entre os bairros Mato Grande, Cinco Colônias e bairro Harmonia.

O prefeito Airton destaca que de todo o complexo de proteção que avança na cidade, a Vala da Madrinha é o que não existia realmente nada de proteção. "É um local muito sensível e extremamente importante." Segundo ele, com a construção das duas novas Casas de Bombas, Canoas passará a contar 10 Casas para atuar no enfrentamento às cheias. "Nas outras oito, nós vamos dar início ao projeto de modernização. A ideia é deixá-las flutuantes porque a enchente de 2024 nos mostrou que embaixo d'água elas ficaram inoperantes."

A iniciativa marca mais um avanço nas obras de proteção contra cheias no município. As novas estruturas vão contribuir para ampliar a capacidade de drenagem das águas pluviais, fortalecer o sistema de proteção e reduzir os riscos de alagamentos. A previsão é que as obras sejam realizadas em até dois anos.

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