Cidades

Bióloga gaúcha leva o tema da urgência climática pós-enchentes e solução de catadores para a COP30

A leopoldense e bióloga Daiana Schwengber, da Apoena Socioambiental, defende plano emergencial e tecnologia sociais durante o evento que discute o financiamento climático global

A participação de Daiana visa garantir que as soluções de base sejam consideradas nos debates sobre o financiamento climático
A participação de Daiana visa garantir que as soluções de base sejam consideradas nos debates sobre o financiamento climático Foto : Daiana Schwengber / Divulgação / CP

A Região Metropolitana esteve muito bem representada na 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece desde o dia 10 de novembro em Belém, no Pará, com a participação da bióloga leopoldense e especialista em sustentabilidade, Daiana Schwengber, fundadora da Apoena Socioambiental. O evento, que segue até 21 de novembro, é crucial para consolidar planos de mitigação, adaptação e financiamento climático global.

Daiana integra a coordenação do Movimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do estado e junto com uma comitiva, levou para o fórum global a pauta sobre a necessidade urgente de planos de emergência, educação para sustentabilidade e incentivo para projetos que incluam catadores e catadoras nos contratos de prestação de serviço de coleta seletiva e educação ambiental.

O foco da comitiva é reforçar o impacto dos eventos climáticos extremos, como a recente enchente que atingiu duramente as cidades do Rio Grande do Sul, exigindo políticas públicas imediatas e planos de resiliência econômica e ambiental.

"A COP30 não é mais sobre lados políticos, mas sobre uma urgência de cuidado com a vida e também com os próprios negócios. Não há mais espaço para ser uma empresa de impacto negativo. Todo empreendimento terá impacto positivo ou negativo, e cada negócio precisa olhar para qual direção quer seguir," afirmou a bióloga que reside no Vale do Sinos.

Como um exemplo prático de sucesso e que integra ação social, economia e meio ambiente, Daiana apresentou o case sobre o projeto Canoas Recicla com a Gente. A iniciativa, desenvolvida pela Apoena Socioambiental em parceria com a Prefeitura de Canoas e oito cooperativas de catadores, tem três anos e já atingiu mais de 100 mil pessoas, resultando em um aumento de 27% na coleta seletiva da cidade. O projeto potencializa o trabalho e dá protagonismo aos catadores, transformando-os em agentes de educação ambiental.

Ações como essa, de parceria público-privada incluindo cooperativas, reforçam a tese central defendida por Daiana na COP30. "Todas as tecnologias para enfrentarmos as mudanças climáticas já existem. Elas são baseadas na natureza e em ações coletivas e colaborativas. O que precisamos é de vontade política e investimento para escalonar essas soluções que geram emprego, renda e protegem o meio ambiente," salienta a bióloga.

A participação de Daiana Schwengber visa garantir que as mobilizações da sociedade civil e as soluções de base sejam consideradas nos debates sobre transição energética, economia circular e financiamento climático, temas cruciais para a agenda da COP30.

Sobre Daiana Schwengber e a Apoena Socioambiental

Daiana Schwengber é bióloga, professora universitária e integra a coordenação do Movimento ODS RS há seis anos de maneira voluntária. É fundadora da Apoena Socioambiental, uma empresa voltada para soluções em sustentabilidade, ESG e educação para a sustentabilidade com 10 anos de mercado.

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