O Coletivo Autônomo Morro da Cruz, ONG que atua na zona leste de Porto Alegre, busca apoio financeiro para manter em funcionamento o projeto Integração Social, voltado a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A iniciativa, combinada com o projeto Conviver, atende por ano a 80 crianças e pré-adolescentes, oferecendo atividades de educação, cultura e apoio psicossocial, além de impactar diretamente suas famílias.
Conforme a presidente do Coletivo, a antropóloga Lúcia Scalco, esses dois espaços garantem proteção, aprendizado, alimentação, cuidado com a saúde mental e apoio também às famílias, com doações e encaminhamentos importantes.
“Infelizmente, estamos enfrentando dificuldades financeiras. Há meses lutamos para manter nosso trabalho, mas mesmo com todos os esforços da equipe, a continuidade dessas ações está ameaçada”, lamenta.
Lúcia revela que tem buscado alternativas com órgãos públicos e iniciativa privada, porém ainda sem sucesso. “Estamos conversando sobre possíveis formas de apoio que nos ajudem a manter as ações, que são tão importantes para a nossa comunidade.”
Enquanto o futuro do projeto permanece indefinido, a entidade lançou uma campanha emergencial para arrecadar fundos e honrar as despesas mais urgentes. “Se você acredita na importância da infância bem cuidada, da educação cidadã e do fortalecimento da comunidade, nos ajude a seguir em frente. Faça uma doação via PIX usando a chave: 34426595000163”, conclamou a presidente.
O coletivo
O Coletivo Autônomo Morro da Cruz é uma organização social não-governamental (ONG) que há mais de seis anos atua no Morro da Cruz, na zona leste de Porto Alegre. O trabalho é voltado à promoção da educação cidadã, inclusão social e geração de oportunidades para crianças, adolescentes, jovens e famílias da comunidade.
Um dos focos com os adolescentes está na inclusão digital e na qualificação para o mercado de trabalho. Entre os projetos desenvolvidos, estão oficinas de arte, reforço escolar, cursos profissionalizantes e apoio direto a famílias em situação de vulnerabilidade. A ONG também promove rodas de escuta com os moradores, buscando soluções que gerem transformação social na região.
Além das crianças, idosos e adultos em situação de risco também são beneficiados. Para esse público, são oferecidas oficinas de marcenaria e alfabetização.
A trajetória de Lúcia Scalco no Morro da Cruz teve início há 20 anos, durante uma pesquisa de mestrado. Em 2014, foi inaugurada a primeira sede social na comunidade, ponto de partida para a construção da ONG que se consolidou em 2019 com o trabalho de profissionais e voluntários.
“Eu conheci a Elenira Martins (a Nira), que é líder comunitária, e nós duas fundamos a ONG, que começou pequenininha, para atender crianças do Beco das Pedras, no turno inverso da escola. Nós assistimos cinco, dez, e foi crescendo”, recorda Lúcia.
Agora, para continuar crescendo e atendendo quem mais precisa, o coletivo conta com a solidariedade da sociedade.