Cidades

Comitê Pró-Clima realiza levantamento das necessidades dos municípios dos Vales do Rio Pardo e do Taquari

Diagnósticoirá orientar capacitações e ações integradas na região

O comitê se reuniu, em Santa Cruz do Sul, para  identificar necessidades e fragilidades das Defesas Civis municipais
O comitê se reuniu, em Santa Cruz do Sul, para identificar necessidades e fragilidades das Defesas Civis municipais Foto : Rodrigo Nascimento / Cisvale / CP

O Comitê Pró-Clima do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) iniciou uma nova etapa na organização da atuação regional em gestão de riscos climáticos. Foi realizada uma reunião técnica voltada à identificação de necessidades e fragilidades das Defesas Civis municipais dos Vales do Rio Pardo e do Taquari. No encontro, que reuniu profissionais indicados pelo grupo para estruturar um diagnóstico, foi determinada a necessidade de um levantamento que servirá de base para ações de capacitação e fortalecimento institucional.

A estrutura e o papel das Defesas Civis nos municípios estiveram entre os primeiros pontos abordados. O coordenador da Defesa Civil de Rio Pardo, Dimas Gottardo, destacou a importância da organização permanente das equipes locais. "É fundamental que a Defesa Civil esteja estruturada e preparada nos municípios, com capacidade técnica e organização para atuar de forma contínua", observou. Segundo ele, o fortalecimento institucional é determinante para qualificar a resposta diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes.

O grupo ainda definiu sobre a aplicação de um questionário junto aos municípios, com o objetivo de mapear as principais demandas operacionais, estruturais e técnicas das equipes locais. A iniciativa busca consolidar um panorama regional que permita ao Cisvale atuar de forma mais estratégica no apoio às Defesas Civis, tanto na qualificação profissional quanto na organização de respostas a eventos extremos.

Também foi discutida a elaboração de atas de registro de preços para aquisição de materiais utilizados em situações de emergência, como telhas, lonas e insumos básicos. A medida pretende dar mais agilidade aos municípios em momentos de crise, além de possibilitar ganho de escala e economia na contratação desses itens essenciais. A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, disse que o trabalho técnico é fundamental para consolidar uma atuação mais integrada entre os municípios.

"Estamos estruturando um processo que parte do diagnóstico real das Defesas Civis, identificando onde estão as principais necessidades para, a partir disso, avançar com capacitações e soluções conjuntas", relatou. Segundo ela, a organização regional também contribui para fortalecer o papel das Defesas Civis como áreas estratégicas dentro das administrações municipais. O próximo passo do grupo será a consolidação dos dados levantados junto aos municípios, orientando a definição de ações práticas voltadas à ampliação da capacidade de prevenção, monitoramento e resposta da região.

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