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Confira como foi a manhã de transtornos para os usuários do Trensurb

Placa de concreto que estava sendo retirada pelo Dnit durante a madrugada rachou e, por segurança, trens seguiram suspensos em parte do trajeto

Longas filas se formaram na Estação Unisinos no início da manhã para pegar o ônibus que faz a baldeação até a Estação Mathias Velho, em Canoas
Longas filas se formaram na Estação Unisinos no início da manhã para pegar o ônibus que faz a baldeação até a Estação Mathias Velho, em Canoas Foto : Guilherme Sperafico / Especial CP

O serviço de trens da Trensurb entre Novo Hamburgo e Porto Alegre não voltou a funcionar como previsto na madrugada desta terça-feira e causou muitas dificuldades para aqueles que precisavam se deslocar entre as cidades da Região Metropolitana. Apesar de o trabalho de conserto ter ocorrido durante toda a segunda-feira e madrugada desta terça, um problema externo à empresa impediu a retomada completa do sistema de transporte sobre trilhos.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) trabalhava no alargamento do viaduto sobre os trilhos da Trensurb na BR 116, quando, por volta das 2h30min, uma laje que foi cortada para a substituição por uma nova apresentou rachaduras. Como o material poderia cair sobre os trilhos, a empresa de trens urbanos optou por não colocar em risco passageiros, funcionários e equipamentos. O viaduto fica na mesma região do acidente de segunda-feira, mas no outro lado da BR 116, no sentido interior/Capital.

Como foi necessário mais um guindaste para içar a chapa em duas partes e evitar que elas caíssem nos trilhos. A situação até o meio dia não havia sido solucionada, o que impediu a normalização dos trens. Com a operação restrita, o sistema de baldeação entre as estações Unisinos, em São Leopoldo, e Mathias Velho, em Canoas, deveria ter sido reativado ainda durante a madrugada, mas demorou para ser colocado em prática, gerando filas enormes em estações, nas paradas dos ônibus e muita reclamação dos usuários.

Às 5h, horário previsto para a retomada da operação, o comunicado disponível no aplicativo e nas redes sociais da Trensurb ainda repetia a previsão do dia anterior, de que a circulação seria normalizada nesta terça. Porém, a situação permanecia inalterada. Na estação Novo Hamburgo, cartazes anunciavam a manutenção do esquema criado na segunda-feira pela Trensurb e que o passe era livre para os usuários. Porém, não informavam sobre a situação da baldeação quando a composição chegasse em Sapucaia do Sul.

No entorno da estação Sapucaia, o caos foi instalado pelo segundo dia consecutivo devido ao problema. Passageiros da Transurb foram surpreendidos pelo fechamento repentino da estação por volta das 6h10min. Segundo a estatal, o fechamento ocorreu pela instabilidade operacional. Houve indignação e murmúrios entre os usuários, que precisaram, em sua maioria, descer até a avenida Sapucaia, para embarcar em um dos ônibus que vai rumo à Capital.

Na Estação Unisinos, onde começava a baldeação até Canoas, os passageiros que desembarcavam do trem, tinham que subir as escadas para sair da plataforma e já se deparam com o início das filas. Elas desciam uma escada e percorriam uma distância de aproximadamente um campo de futebol, onde faziam uma volta e ainda precisavam andar uma distância ainda maior até o coletivo, levando cerca de uma hora.

Por volta das 7h15min, somente um micro-ônibus estava a disposição daqueles que precisavam usar o serviço. Além da falta de informações, também não havia uma organização das gigantes filas que se formaram.

No local, ônibus da empresa Central também anunciam a viagem até a Mathias Velho pela tarifa de R$ 10. Ainda na segunda-feira, a Metroplan informou que, em casos emergenciais, como o ocorrido, é autorizado, de forma excepcional, que veículos das modalidades executiva e semidireta realizem o transporte de passageiros em pé.

A situação se repetia na Estação Mathias Velho, em Canoas. Muitas pessoas à espera de ônibus para destinos como Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. As reclamações dos usuários pediam colocação de mais ônibus, especialmente nos horários de pico, para evitar muitas horas de espera.

Aqueles que optaram por carros particulares, também enfrentaram dificuldades no deslocamento entre Novo Hamburgo e Porto Alegre devido ao grande número de veículos. Não só na BR 116 e BR 448, como também na chegada a Capital o movimento foi intenso.

* Com informações de Fernanda Bassôa, Guilherme Sperafico, Luiz Cordeiro, Felipe Faleiro e Lisiane Mossmann

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