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Defesas Civis do RS devem se unir e criar grupo de resposta climática para enfrentar novas tragédias, diz especialista

Promovido pelo IFRS, Seminário Internacional Gestão de Riscos e Desastres ocorre nesta terça e quarta-feira em Porto Alegre, discutindo a resposta climática

Seminário reúne especialistas e membros de organizações do Brasil e exterior
Seminário reúne especialistas e membros de organizações do Brasil e exterior Foto : Felipe Faleiro / Especial / CP

Entidades de Defesa Civil, como a Estadual e a Municipal de Porto Alegre, mais o Corpo de Bombeiros, deveriam se unir para formar um grupo de resposta climática efetiva e eficiente, disse a professora Deise Friedrich, coordenadora da extensão em Gestão de Riscos e Desastres do campus Porto Alegre do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).

Como parte do curso, que está em sua segunda edição, o instituto promove nesta terça e quarta-feira, em parceria com órgãos como o Instituto Cultural Floresta (ICF), o Seminário Internacional Gestão de Riscos e Desastres, em sua sede, no Centro Histórico, reunindo especialistas de diversos países. “É preciso criar uma tríade, com uma grande união de esforços, talvez consultando especialistas táticos. Seria importante que se procurasse eles, Acredito que, assim, o Rio Grande do Sul estará mais preparado”, disse ela.

Doutora em Linguística pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a professora disse que, durante as enchentes, pôde conviver com profissionais de resgate de outros países, especialmente de língua espanhola, como Argentina, México, Chile e Equador, e pôde compreender a dificuldade na comunicação durante momentos críticos da tragédia.

“Nossa solução foi oferecer uma terminologia uniforme e simples, com termos universais, como ‘cachorro’ e ‘gato’ de forma alta e bem pronunciada, para que a equipe pudesse agir rapidamente”, contou a docente. Da mesma forma, pessoas em pânico poderiam compreender melhor as instruções de salvamento. Assim, o IFRS criou este curso de extensão para, segundo ela, proporcionar à comunidade um olhar mais atento sobre o que fazer diante de uma catástrofe.

Esta extensão é inédita no país em todos os campi da instituição. Nesta terça, alguns dos palestrantes incluíram a procuradora de Justiça Silvia Cappelli, do Ministério Público do RS (MPRS), e Abner de Freitas, fundador da Hopeful Brasil. Nesta quarta, ocorre, entre outras, as palestras de representantes da ONU Migração, do coronel Evaldo Rodrigues de Oliveira Júnior, chefe da Defesa Civil Municipal de Porto Alegre, representantes chilenos e equatorianos.

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