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Demolição do Esqueletão ainda causa dúvida e preocupação

Comerciantes do Centro de Porto Alegre questionam o andamento da obra e temem que a implosão cause danos nas lojas do entorno

Demolição do Esqueletão ainda causa dúvida e preocupação
Demolição do Esqueletão ainda causa dúvida e preocupação Foto : Pedro Piegas

Apesar da demolição do prédio anexo do Esqueletão, no coração de Porto Alegre, estar praticamente no fim, alguns comerciantes do Centro da Capital ainda têm dúvidas sobre a finalização do projeto e dizem temer os riscos que a implosão do prédio principal pode ocasionar nas lojas do entorno.

A demolição do prédio principal – que tem 19 andares – ainda não começou. Ela será executada de forma mecânica manual e a finalização está prevista para ocorrer com uma implosão dos andares inferiores. A construção tem 13 mil metros quadrados e está localizada entre as ruas Marechal Floriano Peixoto e Otávio Rocha.

O florista Jorge Carvalho, que atua no local há 24 anos, não acredita que a demolição será finalizada devido aos entraves legais que ainda assombram o projeto. Ele vem acompanhando de perto a demolição e comenta que agora está melhor para trabalhar, porque o barulho reduziu consideravelmente com a finalização da demolição do prédio anexo.

Os transtornos das obras também são citados por Luis Carlos que trabalha há sete anos em uma loja praticamente embaixo do Esqueletão. “As vezes, era cada estrondo que assustava os funcionários. Imagina quando fizeram a implosão”, diz.

O medo de uma consequência maior nas lojas do entorno é observado pelo lojista Paulo Reis. Ele revela que muitos dos proprietários falam em esvaziar os estabelecimentos comerciais antes da implosão para não correrem o risco de perder os estoques, como ocorreu na enchente. “As pessoas ainda estão com muito medo de perder tudo novamente”.

Reis acredita que a demolição será finalizada, mas apenas no final do ano que vem. Já Paulo Aguiar, frequentador assíduo do Centro Histórico, comenta que as interdições da obra foram necessárias, pois precisa “ser muito bem estudada para não ocasionar rachaduras nas outras lojas”.

Começo dos trabalhos

A demolição – no prédio anexo – começou em setembro e, de acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SMOI), já foi iniciada a instalação das estruturas de segurança para colocar abaixo o prédio principal. Entre elas está o fechamento de guarda-corpo nas escadas do pavimento, conforme projeto, além da elevação das proteções para o 18º pavimento, guarda-corpo na laje do 16º pavimento e corte das madeiras para execução de plataforma de trabalho nos poços dos elevadores.

Entretanto, de acordo com a Superintendência de Porto Alegre do Ministério do Trabalho e Emprego, a liberação da obra ainda não ocorreu porque empresa encarregada do serviço, FBI Demolidora, não fez a solicitação.

Demolição do Esqueletão ainda causa dúvida e preocupação | Foto: Pedro Piegas