Cidades

Demolição do prédio da Kiss é adiada a pedido da associação de familiares

Imóvel será preservado para que possa ser utilizado como peça de prova no processo

Como parte da programação, a fachada do prédio está recebendo nova pintura
Como parte da programação, a fachada do prédio está recebendo nova pintura Foto : João Vilnei / Especial / CP
A demolição do prédio onde funcionava a boate Kiss foi adiada, conforme documento assinado nessa quinta-feira pela Prefeitura de Santa Maria. A intenção da administração municipal era anunciar em abril a data de início do procedimento. Em razão de um pedido da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia (AVTSM), o prefeito Jorge Pozzobom determinou que o imóvel deve permanecer como está, para que possa ser utilizado como peça de prova no processo criminal da tragédia.

A solicitação da AVTSM foi definida depois de que o advogado Ricardo Breier visitou o imóvel e disse que o local precisa ser preservado em razão do julgamento dos réus, informou o presidente da associação, Sergio Silva. Para a área, está prevista a construção do memorial em homenagem às vítimas. No sábado, quando se completam cinco anos da tragédia, será lançado o concurso de arquitetura para escolha do projeto da obra.

Também como parte da programação, a fachada do prédio está recebendo nova pintura, uma iniciativa da associação, com o apoio do Movimento Santa Maria do Luto à Luta e de Seção Sindical dos Docentes da UFSM. O desenho busca mostrar a união dos povos e é feito por Deivison Lima, com a colaboração do vice-presidente da AVTSM, Flávio Silva. A pintura deve estar pronta nesta sexta-feira à noite. Também hoje, será apresentando o documentário “Depois daquele dia”, de Luciane Treulieb, às 20h30min, na praça Saldanha Marinho. E neste local, às 21h30min, começa a caminhada iluminada de familiares e comunidade em geral até o prédio onde funcionava a boate. Em frente ao imóvel, haverá uma vigília até a madrugada de sábado.

Integrando a programação, na quinta-feira foi lançado o livro sobre a tragédia “Todo dia a mesma noite”, da jornalista Daniela Arbex. Nas compras feitas na Athena Livraria, parte do valor será destinada ao projeto do memorial.