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Diante de calamidade financeira, prefeitura de Novo Hamburgo não irá realizar desfiles de 7 e 20 de setembro

Município determinou o bloqueio de 25% de todo o orçamento, e a situação impossibilita despesas com outros eventos. Entidades tradicionalistas organizam desfile pelos bairros da cidade

Neste ano, Novo Hamburgo não terá os tradicionais desfiles cívicos de sete e 20 de setembro, datas que marcam a Independência do Brasil e a Revolução Farroupilha, respectivamente. O anúncio foi divulgado na última quinta-feira, dia 28. A decisão se dá em razão do Decreto de Calamidade Financeira, que entrou em vigor no dia 19 de março e que tem duração de seis meses – ou seja, até o dia 19 de setembro.

Entre as principais medidas determinadas pelo decreto, estão o bloqueio de 25% de todo o orçamento, pagamento das despesas essenciais e a renegociação dos débitos direto com os fornecedores. De acordo com a prefeitura, a situação impossibilita o município de ter despesas com outros eventos enquanto o decreto estiver em vigor. A prefeitura estima que, para 2026, diante de uma melhor situação financeira, a Administração Municipal possa promover os dois desfiles.

O decreto de calamidade foi anunciado em março deste ano pelo prefeito Gustavo Finck. À época, ele alegou que a medida foi adotada quando a situação econômica é considerada grave por conta de dívidas acumuladas no ano passado, que superam o valor de R$ 200 milhões. Além do bloqueio de 25% de todo o orçamento, as medidas para o enfrentamento da crise fiscal envolvem o pagamento das despesas essenciais e a possibilidade de renegociação dos débitos direto com os fornecedores. "De forma transparente, estamos abrindo os números reais da prefeitura à comunidade", afirmou Finck em março.

Em janeiro deste ano, o prefeito havia estendido o decreto de calamidade por conta das dívidas acumuladas após os eventos climáticos ocorridos em maio de 2024, para dar atenção às políticas públicas de suporte aos atingidos. Foram canceladas a realização de eventos festivos, incluindo o Carnaval deste ano. Finck afirmou que o momento era de prioridade em investimento em educação e saúde. A secretaria da Fazenda informou que a dívida era crescente nos últimos anos, e que foi consolidada a existência de dívida fundada no montante de R$ 119 milhões, e valores de despesas contratadas e executadas, não empenhadas, ou com empenhos cancelados a pagar em aproximadamente R$ 80 milhões.

"Estão cancelados todos os eventos e festividades até junho e possivelmente até o final do ano. Nós fechamos as torneiras para pagar realmente o que é prioridade: saúde e educação. Nós estamos revisando vários contratos da antiga gestão. Temos a necessidade da extensão do decreto de calamidade até junho para podermos receber os recursos do governo federal que ainda não entraram nos cofres do município", afirmou o prefeito à época.

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A Coordenadoria Regional da 30ª RT, órgão administrativo do Movimento Tradicionalista Gaúcho, responsável por doze municípios do Vale do Sinos e da Encosta da Serra, entre eles Novo Hamburgo, informou à reportagem que não questiona os encaminhamentos e que busca “auxiliá-los em todos os momentos”, conforme preconiza a Carta de Princípios. Foi informado, ainda, que as entidades tradicionalistas (CTGs e DTGs) de Novo Hamburgo estarão promovendo, no dia 20 de setembro, um desfile a cavalo pelos bairros do município, bem como atividades em seus galpões, como forma de valorizar e festejar a data.