O segundo e último dia da 7ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, nesta sexta-feira, evento que ocorre na Unisinos, em Porto Alegre, é marcado pela dinâmica da discussão de políticas que podem ser viabilizadas para cuidado com a questão ambiental na cidade. Do número máximo de 25 a serem elaboradas na somatória dos cinco eixos elaborados, sendo eles Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental, dez serão encaminhadas à Conferência Estadual do Meio Ambiente, que deverá ocorrer em maio.
O evento tem como tema “Emergência climática: o desafio da transformação ecológica”. Para a diretora de Projetos e Políticas de Sustentabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), Rovana Reale, a importância do evento se dá no sentido de congregar diferentes atores para a troca de ideias a respeito das mudanças climáticas e de qual o papel da natureza para um ambiente urbano saudável.
Termina hoje a 7ª Conferência Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre, que traz para o debate o tema Emergência climática: o desafio da transformação ecológica
Ela, inclusive, participou da palestra de abertura do evento, ocorrida na noite de quinta-feira. “Temos feito diversas ações neste sentido, como o Inventário de Gases de Efeito Estufa e o Plano de Ação Climática, que nos colocam como referência. Algo positivo neste sentido também foram os recentes totens da Defesa Civil que nos auxiliam no sentido de emitir alertas às comunidades recentemente afetadas por desastres naturais”, comentou ela.
O pesquisador Paulo Brack, professor do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e coordenador do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), participante do evento, lamentou que o comportamento do ser humano não tem mudado de forma significativa, como seria necessário diante das mudanças climáticas e a superação, em 2024, do limite de 1,5ºC de aumento na temperatura global na comparação com o final do século XIX, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris.
“É emergencial que consigamos discutir estas questões. Por outro lado, sabemos que é importante a sociedade se engajar nestes processos de discussão. Cobramos que o Conselho Municipal do Meio Ambiente também tivesse feito parte desta organização, mas a resposta foi que havia uma limitação no número de vagas. Muita gente não conseguiu participar. Mas, de qualquer forma, precisamos aprofundar todo o contexto, por exemplo, modificando nosso comportamento energético e estabelecendo um programa mais democrático de uso e ocupação do solo”, comentou ele.