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DNIT dá início à elaboração de projeto do contorno ferroviário de Cruz Alta

Apesar de ser a primeira fase de uma possível construção, órgão prevê que estudo terá “uma visão a longo prazo”

Objetivo do projeto do Dnit do contorno ferroviário é evitar que trens passem pelo meio de Cruz Alta
Objetivo do projeto do Dnit do contorno ferroviário é evitar que trens passem pelo meio de Cruz Alta Foto : Prefeitura de Cruz Alta / Reprodução / CP

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu início nesta quarta-feira à elaboração de projeto básico para a construção do contorno ferroviário do município de Cruz Alta, região Noroeste do Rio Grande do Sul. O empreendimento inclui a implantação de um novo pátio para mitigação de conflitos ferroviários com o sistema viário no perímetro urbano e Obras de Arte Especiais (OAEs).

Com investimento de aproximadamente R$ 8,3 milhões do Governo Federal, o projeto básico contemplará a construção do Contorno I com extensão de 18,69 quilômetros, incluindo dois viadutos ferroviários ao longo do contorno que serão projetados sobre as rodovias; a construção do Contorno II com a extensão de 11,10 quilômetros, incluindo também dois viadutos ferroviários sobre as rodovias; a implantação do novo pátio ferroviário de Cruz Alta; a mitigação de conflitos ferroviários com o sistema viário no perímetro urbano; e estudos ambientais necessários visando a obtenção das licenças ambientais. Esses cerca de 30 quilômetros irão substituir os cerca de 45 quilômetros da extensão atual.

Esse projeto, visando uma futura construção, tem uma visão a longo prazo, de acordo com o diretor de Infraestrutura Ferroviária, Eloi Palma Filho. “Hoje a ferrovia passa dentro de Cruz Alta. Com o contorno ferroviário, o tráfego será desviado por fora, de maneira segregada. Além disso, a concepção do empreendimento já está visando a futura a implantação da Ferrovia Norte-Sul, que começa no Maranhão e faz a ligação com o estado de São Paulo. Posteriormente, deverá ser estendida até Paraná, Santa Catarina e o porto de Rio Grande, passando por Cruz Alta”, explicou.

O projeto da via férrea será em bitola mista, contemplando ambos os padrões atuais. Os terminais de transbordo da malha ferroviária que estão localizados no Rio Grande do Sul atendem a demanda de commodities agrícolas: soja e farelo de soja, combustíveis e derivados, produtos agrícolas, açúcar, contêineres, adubos e fertilizantes, produtos de extração vegetal e celulose, cimento e produtos industrializados para construção civil.

Atualmente, o município de Cruz Alta possui o maior volume de embarque de tonelada por quilômetro útil de soja (TKU) de soja, milho e trigo do estado do Rio Grande do Sul, assim como é o destino de considerável volume de cargas de outros produtos.

Em abril, a prefeita Paula Facco Rubin Librelotto comemorou a contratação do projeto do contorno ferroviário de Cruz Alta. “Formamos uma comissão com os moradores da beira-trilho para que suas demandas fossem ouvidas e atendidas. Buscamos sempre soluções que promovam a qualidade de vida e a segurança em nossa cidade. Essa licitação (que agora se transformou na elaboração do projeto) é o início da história de muito esforço e luta da população envolvida, e ainda há muito a ser feito", declarou a prefeita.

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