O alto volume de chuva precipitada durante o mês de maio de 2024, consequência dos eventos climáticos que atingiu as cidades do Rio Grande do Sul, provocou, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) inúmeros problemas geotécnicos de instabilidade das encostas do trecho em serra da BR 116. Entre eles, destaca-se as ocorrências de ruptura de diversos taludes, afundamento e trincamento no pavimento da rodovia. Os reflexos dos estragos ainda estão sendo sanados atualmente.
Motoristas que seguem de Porto Alegre, sentido à Serra Gaúcha, se deparam com uma série de obras ao longo do caminho. Em especial, no trecho de Morro Reuter existem duas grandes obras em um trecho de pista simples que, em horários de fluxo intenso, as equipes precisam acionar os equipamentos de Pare e Siga. A finalidade das sinalizações é de organizar o trânsito e oferecer mais segurança aos motoristas.
De acordo com o Departamento, as intervenções, entre os km 213,2 e 218,2 da BR 116, iniciaram em março deste ano, com assinatura do contrato em dezembro de 2024. As obras são para contenções e estabilidade dos taludes de pontos que apresentaram problemas geotécnicos de instabilidade. Em um plano geral, está sendo executada a drenagem, instalada uma cortina de concreto, drenos horizontais e um muro de gabião no pé do talude.
Conforme a equipe de engenharia da autarquia, são obras independentes, sem ligação, com projetos executivos específicos para cada um dos pontos de instabilidade dos taludes, que foram danificados após a calamidade climática de 2024.
A previsão atual para conclusão das duas obras é para final de dezembro. As duas obras têm os valores aproximados de R$ 11,5 milhões e 11,3 milhões, respectivamente, e fazem parte do mesmo contrato que contempla oito pontos de correção de estabilidade de taludes entre os km 213,2 e 218,2 da rodovia em Morro Reuter.
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