Porto Alegre é palco, neste fim de semana, do 56º Encontro Riograndense de Alcoólicos Anônimos (AA), que reúne integrantes de diferentes regiões do país para dois dias de atividades voltadas à recuperação do alcoolismo. A programação começou na manhã de sábado, na Casa de Eventos Barros Cassal, no bairro Floresta, e segue até domingo, com palestras, painéis temáticos, debates e momentos de confraternização.
O encontro tem como tema a importância do relatório anual de Alcoólicos Anônimos no Brasil, documento que reúne informações sobre as atividades desenvolvidas pelos grupos e áreas da entidade, além de dados administrativos e financeiros. A expectativa da organização é de que mais de 300 pessoas participem do evento.
Presidente da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos no Brasil, Jamil Ribeiro Leitão, veio do Maranhão para participar pela primeira vez de um encontro da entidade no Rio Grande do Sul. Ele destacou a importância da reunião presencial para fortalecer os vínculos entre os integrantes e ampliar o trabalho de acolhimento a pessoas que enfrentam problemas com o álcool.
“É um momento de confraternização, de troca de experiências, de forças e de esperança. Aqui a gente sai com mais unidade, em um clima positivo, conhecendo melhor a nossa irmandade. A gente consegue levar melhor a mensagem para aqueles que ainda sofrem no mundo do alcoolismo”, afirmou.
A programação começou na manhã de sábado e se estende até o domingo. Segundo Leitão, encontros desse tipo permitem que os participantes compartilhem experiências e retornem aos seus grupos com novos conhecimentos. “Ninguém se transforma sozinho. Ninguém transforma ninguém. A transformação acontece no encontro. Então, em um encontro como esse, a gente sai transformado, animado para servir melhor a nossa irmandade”, disse.
O presidente também mencionou os desafios enfrentados pela organização desde a pandemia, período em que alguns grupos fecharam. Segundo ele, a retomada das atividades e a abertura de novos espaços de reunião são importantes para ampliar as oportunidades de recuperação. Atualmente, o AA promove encontros regulares, estudos, seminários e convenções.
Outro ponto abordado é a autonomia financeira da entidade. De acordo com Leitão, alcoólicos anônimos se mantêm por meio de contribuições próprias, sem receber ajuda externa. A estrutura também é baseada no trabalho voluntário de integrantes que assumem funções de serviço.
O encontro contou ainda com a participação do Al-Anon, organização voltada a familiares e amigos de pessoas com problemas relacionados ao consumo de álcool. O secretário-geral da entidade, Mateus Gomes Pereira, explicou que o grupo oferece apoio a quem convive com o alcoolismo dentro da família. “A gente trabalha para que essas pessoas também encontrem caminhos para lidar com a situação e possam ter uma vida mais equilibrada”, afirmou. No Rio Grande do Sul, são 20 grupos, enquanto no Brasil existem mais de 300, além de reuniões on-line realizadas diariamente.