Estado reconhece situação de emergência em Farroupilha

Estado reconhece situação de emergência em Farroupilha

Documento foi publicado nesta terça-feira com validade retroativa, cancelando a decisão publicada no dia 13 de maio que retirava o município da lista das cidades com decretos homologados

Correio do Povo

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O Governo do Estado homologou e publicou nesta terça-feira, o decreto que coloca o município de Farroupilha em situação de emergência em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região desde o fim de abril. Os eventos climáticos causaram diversos problemas em estradas na cidade e no interior, exigiram o cancelamento de aulas e colocaram o Hospital São Carlos em uma delicada situação.

O novo documento tem validade retroativa, ou seja, ele cancela a decisão publicada em 13 de maio, quando o município ficou de fora da lista das cidades com decretos homologados no Rio Grande do Sul.

Após uma reclassificação, considerando a possibilidade de avaliação dos estragos causados pelas chuvas e contatos com a Casa Civil e reuniões com as coordenações regionais e estaduais da Defesa Civil, houve um novo laudo apontando que o município se enquadra na situação de emergência.

O novo documento foi apresentado pela Prefeitura ao Estado, que fez a homologação e publicou a decisão nesta terça-feira.

As equipes que integram o Comitê de Crise instalado no município seguem alimentando o sistema da Defesa Civil estadual com as informações prestadas conforme os critérios estabelecidos, que comprovam o estado de calamidade, como, por exemplo, a interdição de pontes de ligação entre comunidades do interior e rachaduras encontradas na estrada Salto Ventoso, inviabilizando o trânsito de moradores e o escoamento da produção.

Além disso, houve problemas estruturais no perímetro urbano, como tubulações que cederam, sendo necessária, inclusive, a evacuação de ao menos quatro famílias de suas residências no bairro Nova Vicenza.

Já o Hospital São Carlos, referência para 34 cidades, precisou cancelar todas as consultas e exames eletivos previamente agendados devido ao risco de desabastecimento de insumos essenciais provocado pela dificuldade de logística e fornecimento por conta das enchentes verificadas na Região Metropolitana e dos bloqueios em rodovias estaduais e federais.


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