Cidades

Estaleiro desativado reúne gerações de pescadores no Sul da Ilha da Pintada

Local é utilizado como ponto de descanso e contemplação por moradores e visitantes

A família Cosme usufrui do estaleiro em frente à sua residência na rua Nossa Sra. da Boa Viagem, na Ilha da pintada
A família Cosme usufrui do estaleiro em frente à sua residência na rua Nossa Sra. da Boa Viagem, na Ilha da pintada Foto : Camila Cunha

As ilhas de Porto Alegre foram afetadas pelas enchentes de 2024, e, em que pese a situação da região estar relativamente resolvida após as inundações, ainda há locais historicamente com água acumulada, fazendo com que o trânsito seja mais complicado, como na rua Nossa Senhora da Boa Viagem, no trecho Sul na Ilha da Pintada, depois dos antigos transmissores da Rádio Guaíba no sentido em direção à Ilha Mauá.

Em meio a este contexto, famílias aproveitam, quase que diariamente, para celebrar a esperança. Na Ilha da Pintada, três gerações resolveram visitar um antigo estaleiro, onde hoje há apenas ruínas enferrujadas, embora o local seja utilizado para pesca eventual.

Observavam o Guaíba do local o pescador João Manoel da Silva Cosme, ao lado de um dos filhos, o auxiliar de estoquista Robison Cosme, e dos três netos, Matteo, um ano, filho de Robison, Camila, 9, e Samuel, 7. “Ficamos muito triste com as enchentes, mas acredito que esteja tudo recuperado. Peguei um apartamento na avenida Assis Brasil, por meio da Compra Assistida, e estou morando lá há uns 15 dias”, comentou João.

Robison, por sua vez, vive com a família no bairro Farrapos, na zona Norte da Capital. “Na época das enchentes estávamos na casa de um amigo no bairro São José, em umas 30 pessoas. E é incrível, porque antes de ser pai, a gente tem outras prioridades na vida, se reúne com os amigos pra fazer festas e outras coisas. Hoje em dia eu trabalho pensando no meu filho em casa”, relatou o jovem.

No bairro Arquipélago ainda existem muitas recordações das cheias. E são visíveis nas principais vias e becos, com construções até hoje desabadas, mesmo passado mais de um ano das tragédias das inundações que tomaram conta das ilhas por semanas na Capital.

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