Uma explosão subterrânea registrada na Rua da Consolação, na noite do último domingo, dia 1º, provocou a abertura de uma cratera na via. O incidente ocorreu no sentido Avenida Paulista, na área central de São Paulo.
O buraco que se abriu no asfalto deixou parte da rua interditada, forçando motoristas a desviarem a rota. A circulação de mais de 20 linhas de ônibus municipais também foi afetada.
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O que aconteceu
A explosão aconteceu por volta das 22h15, na altura do número 2.104 da Rua da Consolação, próximo à Avenida Paulista. Uma câmera do Programa SmartSampa registrou o momento do colapso.
Um carro, que passava pela via, quase foi atingido pela explosão. Entenda o que dizem a Prefeitura e as concessionárias, e como a cratera está afetando a região.
Uma explosão abriu um grande buraco, na noite de domingo (1º), na Rua da Consolação, via de intensa circulação da região central de São Paulo. A causa da ocorrência ainda não foi identificada.
— Correio do Povo (@correio_dopovo) March 2, 2026
📌Segundo o Corpo de Bombeiros, a explosão aconteceu por volta das 22h30. A via está… pic.twitter.com/nHOJSQgCrm
Relatos de testemunhas
O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência. Testemunhas relataram ter sentido, antes da explosão, um odor forte de borracha queimada.
Elas também afirmaram ter visto fumaça preta saindo do asfalto. A Enel, a Comgás e a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) também foram acionadas para o local.
Vazamento de gás foi a causa?
A Comgás afirma que realizou duas inspeções no endereço, mas não identificou vazamento de gás natural encanado. "Essa conclusão é respaldada pela ausência de etano e de outros componentes característicos do gás natural, conforme aferido pelos equipamentos de medição utilizados em campo", informou a companhia.
Posição da Prefeitura
Nesta segunda-feira, 2, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), culpou a distribuidora de energia Enel pela cratera. O chefe do Executivo municipal alegou que outras empresas já tiveram as respectivas responsabilidades descartadas, e acrescentou que há fiação da concessionária no local da explosão.
"Se constatado que é a Enel – o que me parece que sim, até porque não pode ser Sabesp, porque não tem água, e a Comgás já constatou que não tem nenhuma relação com a empresa. Agora o que sobra é a Enel, até porque tem enterramento de fios ali –, eu vou cobrá-los, porque eles são muito lentos", afirmou Nunes à imprensa nesta segunda.
Segundo o prefeito, a Enel só enviou uma equipe às 10h30 de segunda-feira, quase 12h depois da explosão. "Não é razoável", disse ele. A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que acompanha os trabalhos de recuperação dos estragos.
A Enel se manifesta
A Enel, no entanto, afirma que "não houve dano nenhum na rede elétrica". No local, segundo a empresa, há apenas cabos da rede enterrada, que não conseguiriam causar uma explosão de tal nível.
A companhia ainda destaca que os cabos estão intactos. "As equipes da distribuidora atuaram prontamente e seguem no local para apoiar a recuperação da estrutura de alvenaria danificada pelo incidente", afirmou a Enel em nota. A empresa diz que suas medições detectaram presença de gás inflamável, o que é negado pela Comgás.