Cidades

Explosão em rua de São Paulo: o que se sabe sobre o caso

Buraco na Consolação gera impasse entre Prefeitura e concessionárias de energia e gás

Comgás afirma que realizou duas inspeções no endereço, mas não identificou vazamento de gás natural encanado
Comgás afirma que realizou duas inspeções no endereço, mas não identificou vazamento de gás natural encanado Foto : Paulo Pinto/ Agência Brasil

Uma explosão subterrânea registrada na Rua da Consolação, na noite do último domingo, dia 1º, provocou a abertura de uma cratera na via. O incidente ocorreu no sentido Avenida Paulista, na área central de São Paulo.

O buraco que se abriu no asfalto deixou parte da rua interditada, forçando motoristas a desviarem a rota. A circulação de mais de 20 linhas de ônibus municipais também foi afetada.

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O que aconteceu

A explosão aconteceu por volta das 22h15, na altura do número 2.104 da Rua da Consolação, próximo à Avenida Paulista. Uma câmera do Programa SmartSampa registrou o momento do colapso.

Um carro, que passava pela via, quase foi atingido pela explosão. Entenda o que dizem a Prefeitura e as concessionárias, e como a cratera está afetando a região.

Relatos de testemunhas

O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência. Testemunhas relataram ter sentido, antes da explosão, um odor forte de borracha queimada.

Elas também afirmaram ter visto fumaça preta saindo do asfalto. A Enel, a Comgás e a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) também foram acionadas para o local.

Vazamento de gás foi a causa?

A Comgás afirma que realizou duas inspeções no endereço, mas não identificou vazamento de gás natural encanado. "Essa conclusão é respaldada pela ausência de etano e de outros componentes característicos do gás natural, conforme aferido pelos equipamentos de medição utilizados em campo", informou a companhia.

Posição da Prefeitura

Nesta segunda-feira, 2, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), culpou a distribuidora de energia Enel pela cratera. O chefe do Executivo municipal alegou que outras empresas já tiveram as respectivas responsabilidades descartadas, e acrescentou que há fiação da concessionária no local da explosão.

"Se constatado que é a Enel – o que me parece que sim, até porque não pode ser Sabesp, porque não tem água, e a Comgás já constatou que não tem nenhuma relação com a empresa. Agora o que sobra é a Enel, até porque tem enterramento de fios ali –, eu vou cobrá-los, porque eles são muito lentos", afirmou Nunes à imprensa nesta segunda.

Segundo o prefeito, a Enel só enviou uma equipe às 10h30 de segunda-feira, quase 12h depois da explosão. "Não é razoável", disse ele. A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que acompanha os trabalhos de recuperação dos estragos.

A Enel se manifesta

A Enel, no entanto, afirma que "não houve dano nenhum na rede elétrica". No local, segundo a empresa, há apenas cabos da rede enterrada, que não conseguiriam causar uma explosão de tal nível.

A companhia ainda destaca que os cabos estão intactos. "As equipes da distribuidora atuaram prontamente e seguem no local para apoiar a recuperação da estrutura de alvenaria danificada pelo incidente", afirmou a Enel em nota. A empresa diz que suas medições detectaram presença de gás inflamável, o que é negado pela Comgás.