Cidades

Sulgás lança exposição fotográfica e resgata história inédita sobre as enchentes

Fotógrafo captou imagens das enchentes de maio, e retornou aos locais alagados mostrando recuperação dos espaços

Mosaico mostra resiliência e a recuperação de espaços destruídos pela enchente de maio
Mosaico mostra resiliência e a recuperação de espaços destruídos pela enchente de maio Foto : Divulgação/ Sulgás

Ocorre até o dia 6 de junho, em Porto Alegre, exposição itinerante “Retratos de uma Porto Alegre que resiste”, que mostra, através do fotógrafo Roberto Furtado, as ações da Sulgás durante as enchentes de maio de 2024, registrando momentos emblemáticos da atuação dos técnicos para manter o fornecimento do gás natural. Agora, em 2025, ele retornou nos mesmos locais e fez fotos da situação atual, montando um mosaico interessante sobre a resiliência e a recuperação destes espaços.

“Acompanhar a ação da Sulgás neste momento tão delicado da nossa história e buscar refletir nas imagens o quanto o gás natural foi importante para manter o funcionamento da energia no estado, o empenho e dedicação incansável das equipes foi incrível. Agora, poder ver a recuperação dos espaços na convicção de que o gás natural e a ação dos técnicos acompanhada ali naquelas ocasiões retratadas nas fotos, fizeram a diferença, é muito gratificante. Quero muito que ao olharem as fotos, as pessoas consigam ser tocadas por este sentimento e que consigam ver a relevância do trabalho do time da Sulgás”, conta Roberto.

Entre os momentos lembrados pela Sulgás, o mais simbólico é, sem dúvida, os bastidores da tomada de decisão para manter o fornecimento da energia no Estado, por meio do gás natural.

Em decorrência do volume de água, algumas subestações de energia foram submersas e as linhas de transmissão foram atingidas. A alternativa foi colocar em carga a usina termelétrica de Canoas, como o motor a óleo diesel apresentou defeito, a opção foi usar o gás natural para que não faltasse energia e atingisse a infraestrutura que se apoia neste serviço, como a de telefonia e o serviço de abastecimento de água, além de hospitais, clínicas e abrigos. E assim, por 12 dias, no pior momento das enchentes, o Estado se manteve em atividade utilizando o gás da Sulgás.

Além deste episódio, a Companhia também apoiou a reconstrução de estradas por onde passavam as tubulações de gás, oferecendo o suporte necessário para os municípios atingidos. Foram mais de R$ 2,3 milhões aportados para obras em Porto Alegre, Gramado, Caxias do Sul, São Francisco de Paula e Três Coroas. Além do apoio na recuperação do patrimônio histórico e cultural, por meio do incentivo para a restauração dos prédios da Fundação O Pão dos Pobres, em Porto Alegre, e do Restauro do Memorial e Monumento ao Imigrante, no município de Novo Hamburgo, que teve sua estrutura de telhados e paredes significativamente atingida pelas chuvas.

Veja Também

Serviço:
O que: Exposição itinerante “Retratos de uma Porto Alegre que resiste”
Onde e quando:

Instituto Caldeira, de 19 a 27 de maio

Fronteiras do Pensamento/Praça da Matriz, de 28 a 31 de maio

Tecnopuc, de 2 a 6 de junho.


Confira o manifesto da exposição fotográfica: Retratos de uma Porto Alegre que resiste

Em cada passo da reconstrução, a Sulgás reafirma seu compromisso com a segurança energética que sustenta a força e a superação do povo gaúcho.
Houve um tempo em que a água cobriu tudo.
Ruas viraram rios,
e silêncios tomaram o lugar das vozes.
Mas mesmo ali, sob o peso da enchente,
a esperança já ensaiava seu retorno —
nas mãos estendidas,
nos passos firmes sobre a lama.
Depois, veio o sol.
As janelas se abriram,
as calçadas voltaram a sorrir.
Porto Alegre não esquece o que passou,
mas não para no que se perdeu.
Ela floresce no que ficou de pé:
a coragem,
a união,
a vontade de seguir.
E em cada retorno,
em cada recomeço silencioso,
há uma energia constante —
segura, invisível, essencial.
Hoje, o que se vê é mais do que reconstrução —
é resistência transformada em movimento,
movida pela força de um povo
e pela energia que nunca faltou