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Fechado desde 2005, Cine Imperial começa a receber restauração para abrigar a Caixa Cultural Porto Alegre

Prédio tombado no Centro Histórico recebe investimentos de R$ 40 milhões do banco para revitalização

Começam as obras no prédio do antigo Cinema Imperial para abrigar um Centro de Cultura da Caixa Econômica Federal
Começam as obras no prédio do antigo Cinema Imperial para abrigar um Centro de Cultura da Caixa Econômica Federal Foto : Camila Cunha

Tem novidade para os amantes da cultura na Capital. Operários passaram a trabalhar nas obras de restauração do antigo Cine Theatro Imperial, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico, que irá abrigar a Caixa Cultural Porto Alegre. Tombado pelo patrimônio histórico municipal, o edifício de 11 andares, até então ladeado por tapumes, terá investimentos de R$ 40 milhões do banco estatal, e o restauro está sendo feito pela construtora cearense ICG Engenharia, que venceu o edital em novembro de 2025.

Inaugurado em abril de 1931 com a presença de três mil pessoas, conforme noticiou o Correio do Povo na época, o prédio, com 1.632 lugares e estilo arquitetônico art déco, está fechado desde 2005, e teve ao menos outras duas tentativas de restauração neste século; entre 2007 e 2011, além de 2015 e 2017. Em ambos os casos, ocorreram paralisações, devido a, entre outros motivos, a descoberta de uma enorme rocha durante as escavações para a construção do subsolo e do pavimento térreo.

O prazo estabelecido em edital para a execução dos serviços é de 34 meses a partir da assinatura do contrato, com a obra efetiva devendo ser cumprida em até dois anos. A Prefeitura é a proprietária do edifício, e passará a ocupar oito andares do complexo, porém ainda não há definição de quais estruturas serão instaladas no local. A Caixa Cultural Porto Alegre ocupará o teatro e o prédio anexo.

No auge de seu esplendor, o Cine Theatro Imperial, que a partir de 1986 também passou a abrigar o Cinema Guarani, possuía cadeiras dispostas de maneira que a visibilidade fosse conveniente de qualquer lugar da sala, “o que não era só um incremento tecnológico, mas também um pequeno luxo”, segundo registra um documento da Administração municipal. “Nem mesmo o Cine Capitólio, uma das salas de maior renome do Rio Grande do Sul à época, alcançava a imponência e luxo do Imperial”, diz ainda o texto.

Em nota, a Caixa disse que a recuperação do Cine Imperial e a implantação da Caixa Cultural em Porto Alegre, a nona do país, “reforçam o papel do banco na valorização do patrimônio histórico e na transformação da vida das pessoas por meio da arte e da cultura”, fortalecendo a memória coletiva, estimulando a reocupação qualificada do território e ampliando o acesso da população a bens culturais e de lazer.

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