Cidades

Federação Israelita repudia ato de vandalismo em monumento em homenagem às vítimas de terrorismo

Tinta vermelha foi derramada em monumento localizado na praça Maurício Cardozo, no bairro Moinhos de Vento

Na tarde de terça-feira, parte da tinta vermelha despejada sobre o monumento já havia sido retirada
Na tarde de terça-feira, parte da tinta vermelha despejada sobre o monumento já havia sido retirada Foto : Alina Souza

As manchas de tinta vermelha que restavam em uma pequena parte da praça Maurício Cardozo, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, evidenciam que o local foi alvo de um ataque. A Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) informou que o monumento instalado no local em homenagem às vítimas de terrorismo sofreu com atos de vandalismo e repudiou o ataque.

O monumento foi inaugurado em outubro de 2025, justamente dois anos após os ataques de 7 de outubro de 2023, durante o Yom Kippur, em Israel, que deixaram milhares de mortos e feridos. Com a frase “Nossas feridas são centenárias, mas a nossa resiliência e a nossa força também” gravada na estrutura, a arte também foi pensada como culto à memória, ao diálogo e à promoção da paz.

Mesmo assim, teve sua estrutura de concreto e as plantas pintadas de vermelho na madrugada de terça-feira. Na tarde desta quarta-feira, parte do monumento já havia sido recuperado, com limpeza das folhagens e uma nova camada de tinta na estrutura. Os demais monumentos presentes na praça não possuem marcas de vandalismo.

De acordo com a FIRS, após a tentativa de desrespeito ao local dedicado à homenagem às vítimas de terrorismo, todas as medidas legais cabíveis foram adotadas, incluindo o registro de boletim de ocorrência junto à Polícia Civil. A federação também acionou todas as forças públicas competentes para apuração dos fatos e solicitou o reforço dos mecanismos de segurança do local.

“A FIRS reafirma seu compromisso com a legalidade, a civilidade e a cultura da paz, confiando que os fatos serão devidamente apurados pelas autoridades. Não compactuamos com discursos de ódio, violência ou intimidação. Seguiremos atuando com responsabilidade institucional, respeito às diferenças e firmeza na defesa dos valores que nos unem como sociedade”, destacou Daniela Russowsky Raad, presidente da federação, em nota.

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Investigação

O ato de vandalismo está sendo investigado pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância de Porto Alegre. De acordo com o delegado Vinícius Nahan, responsável pela investigação, não há câmeras de videomonitoramento voltadas ao monumento na praça Maurício Cardoso, o que dificulta os trabalhos de investigação.

“Foi derramada uma tinta vermelha sobre o monumento para simular sangue e foram coladas folhas com os dizeres ‘genocídio’ e ‘palestina livre’, escritos com a tinta vermelha. Estamos atrás de testemunhas que possam ter visualizado alguma ação”, detalhou o delegado.