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Feira do Feriado reúne 60 expositores no bairro Bom Fim

Evento contou com venda de produtos incluindo artesanato, artes plásticas, antiguidades e opções gastronômicas

Evento contou com a participação de representantes do Brique da Redenção, do Brique de Sábado e de outras feiras da cidade
Evento contou com a participação de representantes do Brique da Redenção, do Brique de Sábado e de outras feiras da cidade Foto : Ricardo Giusti

Cerca de 60 expositores participaram na primeira edição de 2025 da Feira do Feriado nesta quinta-feira, dia 1º. Em alusão ao Dia do Trabalhor, o evento ocorreu na avenida José Bonifácio, entre a travessa da Paz e a rua Santa Terezinha, no bairro Bom Fim, com uma diversidade de produtos incluindo artesanato, artes plásticas, antiguidades e opções gastronômicas. O evento contou com a participação de representantes do Brique da Redenção, do Brique de Sábado e de outras feiras da cidade.

Uma das artesãs presentes foi Roberta Pereira, participante do Brique do Sábado, que vende acessórios afro coloridos. “Eu utilizo corda de polietileno, compro as cordas e trabalho também com material de MDF, onde eu revisto com tecido, buscando sempre as estampas africanas. São estampas que me representam, que trazem essa cor, essa força, vitalidade", diz.

Ela trabalha na área desde 2022. Em busca de uma melhor renda, a profissional de saúde encontrou-se através do artesanato, e fez cursos para aperfeiçoar o trabalho com as peças e os tecidos, e tirou a carteira de artesã.

As cores vivas dos acessórios chamam a atenção até de quem está longe da banca. "Acho que a cor é vida. Se a gente está num dia nublado e vem o sol, todo mundo quer ir para a rua, quer se inspirar. Então eu busco através das cores essa motivação. As cores, para mim, são tudo", disse.

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Um pássaro feito com pedaços de garfo e faca. Um quero-quero com colher e garfo. Um cantelo feito de cabeça de martelo. Um elefante feito de arruela, parafuso e porca. Um avião feito de cortador de unha. Quem une os diferentes metais para produzir arte é o serralheiro e, há 1 ano e três meses, artesão Carlos Davi Costa da Silva, de 41 anos, morador da zona Norte, que também estava presente na feira.

Fixo na feira de domingo, ele utiliza partes de objetos de metal para produzir animais e veículos de diferentes tamanhos. "Eu fazia para alguns amigos, algumas pessoas mais próximas, algumas pessoas me compravam e aí disseram para me incentivar e aí eu resolvi tirar a carteira de artesão", conta. Uns materiais são doados, outros, garimpados. Tudo é soldado, e ele também utiliza compostos químicos para unir os metais, e alguns trata com verniz. "Quanto mais detalhe, mais chama atenção", disse.

Consolidada como um ponto de encontro cultural em Porto Alegre, a exposição de feriados tem mais de 30 anos. A organização, feita por conta dos próprios expositores, tem apoio da Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos (SMDETE).