O prefeito de Pelotas Fernando Marroni decretará, até a próxima segunda-feira, situação de emergência na zona rural do município. A decisão foi tomada devido aos estragos causados pelo ciclone extratropical que atingiu a cidade nesta semana.
O documento será baseado em relatórios realizados pelas secretarias municipais da Defesa Civil e de Desenvolvimento Rural. Conforme o secretário municipal de Defesa Civil, Milton Martins, a região rural teve estragos em pontes (algumas estruturas foram arrastadas pelas águas, enquanto outras foram danificadas em suas cabeceiras) e em estradas, o que compromete a mobilidade dos moradores e agricultores familiares da chamada colônia.
Em várias localidades, o transporte coletivo foi suspenso em razão das condições das estradas e do acúmulo de água na pista. Há também locais em que os moradores sofreram com falta de luz e de comunicação. Nesta quinta-feira, funcionários municipais seguem realizando os levantamentos dos danos na zona rural.
Um laudo agropecuário elaborado por técnicos do Escritório Municipal da Emater também será anexado ao decreto do Executivo, bem como do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPPMet/UFPel). Os documentos visam justificar a situação de emergência na região. A previsão é que em dez dias, a Prefeitura homologue o decreto junto ao governo estadual e ao governo federal para assim poder acessar recursos.
As aulas permanecem suspensas na zona rural de Pelotas nesta quinta-feira nas 20 escolas municipais de Ensino Fundamental (Emefs) e em um centro especializado. Quatro unidades básicas de saúde (UBSs), nas colônias Triunfo, Grupelli, Ponte Cordeiro de Farias e Vila Nova, das 12 que suspenderam o atendimento nesta quarta-feira, permanecerão fechadas ainda nesta quinta. As demais, bem como na Colônia de Pescadores Z3, voltaram a funcionar.
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