O teatro do Prédio 40 da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) foi palco de debates e discussões acerca do futuro do direito no Brasil, em mais uma edição do Legal Innovation Experience (LIEx). Com o mote “Direito, tecnologia e pessoas: juntos para transformar o futuro com inovação e conexão”, a 3ª edição do evento abordou o uso de novas ferramentas, sobretudo as Inteligências Artificiais (IAs), seja nos escritórios de advocacia ou no Poder Judiciário.
A oportunidade reuniu diversos especialistas que abordaram o uso de tecnologias de um modo geral e também no Direito. Para a CEO da empresa de tecnologia do setor jurídico, Linklei, e curadora do LIEx, Caroline Francescato, o tema central somado à pluralidade de especialistas presentes no palco do evento geraram uma oportunidade de conhecimento enriquecedora, tanto para profissionais quanto para estudantes de Direito. “Conseguimos mais uma vez entregar um dia repleto de conteúdos que vão agregar em diversos setores e pessoas envolvidas no Direito, mas que convergem em direção a um futuro mais tecnológico e otimizado para todos”, celebra.
Ministrada pelo ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, a palestra “O futuro da IA no Brasil”, grande atração do evento, abordou a importância da regulamentação do uso de Inteligência Artificial no Poder Judiciário.
Bandeira de Mello Filho, que também é coordenador do Grupo de Trabalho responsável pela resolução n°615, de 11 de março de 2025, que regulamentou o uso de Inteligência Artificial no Poder Judiciário, contou que durante a formatação da resolução, o grupo de especialistas fez uma pesquisa de opinião entre servidores e magistrados sobre o uso de IAs.
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De acordo com o ex-conselheiro, a Inteligência Artificial será um bom meio para agilizar trâmites processuais, através da geração de relatórios, resumos e análises de processos.
Bandeira de Mello Filho também afirma que a resolução foi construída para garantir que nenhuma pessoa seja julgada por um robô, estabelecendo a limitação às ferramentas de IA para que sejam apenas um complemento no trabalho do Poder Judiciário. O especialista complementa afirmando que as IAs terão um papel essencial no trabalho da justiça brasileira. “É importante que o judiciário dedique energia ao que mais importa: a decisão do caso”, destacou.