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Galeria de drenagem no bairro Humaitá passa por reconstrução

Trecho conhecido como Canal da Camozatto estava comprometido, e com a remoção de ocupações irregulares, serão feitos reparos para auxiliar na escoação de águas pluviais

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) iniciou a reconstrução da galeria conhecida como Canal da Camozatto, no bairro Humaitá
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) iniciou a reconstrução da galeria conhecida como Canal da Camozatto, no bairro Humaitá Foto : Camila Cunha

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) começou a reconstrução da galeria Canal da Camozatto, localizada no bairro Humaitá, em Porto Alegre. A estrutura recebe a contribuição de diversas redes de drenagem, como da Vila Farrapos, e conduz a água da chuva até a Estação de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebap) 5. Ela estava comprometida, com assoreamento, e as paredes dos canais haviam desmoronado. O canal em obras tem trecho de 280 metros, desde a rua Frederico Mentz até a Voluntários da Pátria.

O diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli, explica que, neste momento, as atividades estão concentradas na recuperação das paredes do canal na rua Graciano Camozatto, que será fechado com tampas. Nos locais onde não é possível recuperar as paredes, são colocadas galerias.

A limpeza do canal começou a ser efetuada em outubro, e agora começou a etapa de recuperação estrutural da galeria. A previsão é de que os serviços sejam concluídos até janeiro do ano que vem. “A intenção nossa é recuperar toda a galeria e aquele canal. A gente consegue reduzir e muito os pontos de alagamento na no entorno da Vila Farrapos”, afirma.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) iniciou a reconstrução da galeria conhecida como Canal da Camozatto, no bairro Humaitá | Foto: Camila Cunha

A manutenção do canal foi inviabilizada ao longo dos anos porque havia moradias irregulares sobre a galeria. De acordo com o Dmae, era urgente a retirada das construções, já que impediam o acesso à rede e a limpeza da tubulação do canal de drenagem. Além disso, havia risco para os próprios moradores, em caso de eventual colapso da galeria. Com a remoção das residências, será também possível acessar as galerias para fazer uma limpeza de forma rotineira.

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Em 2024, o Judiciário atendeu ao pedido da prefeitura, do Departamento Municipal de Habitação (Demhab) e do Dmae, que solicitavam a remoção das construções irregulares localizadas sobre a galeria de drenagem pluvial. A determinação judicial foi cumprida em novembro do ano passado, com acompanhamento da Procuradoria-Geral do Município (PGM). Quatro casas, um salão comunitário e diversos galpões que obstruíam a galeria de drenagem urbana foram retirados do local.