Cidades

Ginásio do Militão será usado em caso de lotação da Casa de Passagem

O espaço foi escolhido pelo município como abrigo emergencial durante o inverno

No local, que está pronto há vaga para 20 pessoas em situação de vulnerabilidade social
No local, que está pronto há vaga para 20 pessoas em situação de vulnerabilidade social Foto : Viviane Souza/ Prefeitura de Bagé/CP

Bagé, na Campanha é considerada uma das cidades mais frias do Estado no inverno e para proteger as pessoas em situação de vulnerabilidade, a prefeitura abriu um albergue emergencial. O espaço foi instalado no ginásio do Militão. Conforme o secretário municipal de Assistência Social, Trabalho e Direito dos Idosos, Marlon Monteiro, o local tem a capacidade de abrigar até 20 pessoas em situação de vulnerabilidade, mas somente começará a ser usado em caso de superlotação do albergue municipal, que tem atualmente em média 24 das 28 vagas ocupadas.

"A pessoa que se encontra em situação de vulnerabilidade deve se dirigir ao albergue, onde será realizada a triagem. No local ela também receberá alimentação, roupas e kit de higiene. Se o local estiver lotado, uma equipe o levará até o Militão", explica. O alojamento ficará aberto durante o inverno. O Militão foi escolhido como albergue emergencial por sua estrutura possuir cozinha e banheiros (vestiários) com chuveiro com água quente. "O nosso trabalho é garantir que as pessoas em vulnerabilidade social tenham a possibilidade de se abrigar. Continuamos com a busca ativa e conscientizando sobre a importância de estarem abrigadas", observa. O horário limite de entrada é 22h. O local também permite o acolhimento de animais de estimação.

O secretário conta que foi formado um comitê formado por várias secretarias para auxiliar no enfrentamento à estação mais fria do ano. "Como nossa cidade é a maior da região, muitas pessoas em vulnerabilidade acabam passando por aqui. No comitê há técnicas, psicólogos e assistentes sociais que primeiro detectam a necessidade da pessoa para depois definir como iremos atuar", enfatiza. Ele acredita que em média 20 pessoas hoje vivem nas ruas de Bagé e não procuram as instituições. "O grande desafio é fazer com que estas pessoas confiem no Estado para ajudá-los", destaca.

Bagé também segue contando com a lojinha solidária, que funciona durante o inverno, na sede da secretaria na avenida São Judas Tadeu, 796, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. "No local estamos distribuindo uma média de 200 peças todos os dias", relata.

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