Cidades

Governo federal reúne 20 secretarias para fazer frente à ação do El Niño na Região Sul

Waldez Góes participou do programa Bom Dia, Ministro, que teve a participação do Correio do Povo

Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, participou do programa Bom Dia, Ministro nesta quinta-feira
Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, participou do programa Bom Dia, Ministro nesta quinta-feira Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo federal tem uma articulação entre ao menos 20 ministérios para reduzir e mitigar os impactos do Super El Niño em todo o país. O fenômeno climático previsto para afetar o clima do Brasil com maior intensidade a partir de julho. A declaração foi dada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na manhã desta quinta-feira. No bate-papo, com a presença do Correio do Povo, Góes citou diversas vezes as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, tanto como exemplo da importância da prevenção, quanto da reconstrução, com aportes federais superiores a R$ 100 bilhões disponibilizados após o desastre.

O Super El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial leste, costuma causar chuvas intensas e alagamentos na região Sul, secas severas e escassez de água no Norte e Nordeste, além de outros problemas em regiões diversas do país e do mundo. “O Brasil está preparado permanentemente, está em vigilância e mobilizado permanentemente pra dar resposta à sociedade. Nunca faltou e não faltará recursos humanos, orçamentários e financeiros. Só numa conta depositada para as obras de infraestrutura de resiliência do Rio Grande do Sul, são R$ 65 bilhões”, disse o titular da pasta, que, entre outras atribuições, gerencia a Defesa Civil Nacional.

De acordo com Góes, o ministério aprovou mais de 1,5 mil planos de trabalho para intervenções nos municípios afetados no RS, que continuam em execução, e ainda foram repassados mais de R$ 2,2 bilhões na forma do Auxílio Reconstrução, atendendo 450 mil famílias gaúchas. Com a estrutura principal inaugurada em abril, a Barragem do Arroio Jaguari, em São Gabriel, na Campanha, feita em parceria entre os governos federal e estadual, e cujo projeto foi do MIDR, foi outra obra citada por Góes durante a entrevista.

Também segundo ele, a cultura do risco foi fortalecida nos últimos anos no Brasil, ao contrário da situação anterior, quando havia somente a resposta ao desastre. “É enxergar a situação antecipadamente e trabalhar planos de contingência, e isso precisa ter participação muito forte da comunidade local”. Perguntado sobre o contingenciamento de recursos federais, segundo ele o R$ 2 bilhões a menos “não comprometem absolutamente nada” nos projetos em andamento.

“Todas as obras do PAC estão asseguradas, não só no Ministério da Integração, mas de todos os ministérios”. Ele também falou a respeito dos alertas da Defesa Civil, inicialmente por SMS e TV a cabo, e mais recentemente pelo sistema cell broadcast, que inativa o celular de todas as pessoas dentro de uma determinada rede. “Se uma autoridade emite um alerta, você tem que respeitar. Agora, para você respeitar você tem que conhecer, conviver, você tem que participar, você tem que aprender a lidar com aquilo”, citou ele, salientando a importância de atentar aos avisos oficiais e evitar áreas de risco.

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