O ano de 2026 é marcado por importantes transformações e eventos com impactos econômicos. Entre eles, está a transição da reforma tributária e a redução da jornada de trabalho. O recém eleito presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira, destacou que elas devem trazer consequências para o setor econômico, com a necessidade das empresas voltadas à construção civil se situarem neste contexto. "A atuação das entidades nessa discussão é fundamental, porque não adianta nada as vitórias que obtivemos na aprovação da emenda, se na regulamentação a gente bobear e eventualmente sermos prejudicados como setor econômico na reforma", ressaltou em relação à reforma. Já na redução da jornada de trabalho, o presidente calculou que será necessário ter a contratação de 288 mil trabalhadores a mais por conta das mudanças, trazendo desafios para a mão de obra. Ele esteve presente na abertura do Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores 2026, que ocorre nesta quinta-feira na Fiergs.
O evento, organizado pela CBIC e a Federação, reúne lideranças empresariais, representantes do poder público, dirigentes de entidades setoriais e especialistas que atuam na cadeia produtiva da indústria da construção civil no Brasil para tratar de temas que impactam no ambiente de negócios do setor, como incorporação imobiliária, obras industriais e corporativas, inovações, situação do ambiente regulatório e perspectivas econômicas e políticas para o país.
O vice-presidente Fiergs, Cláudio Teitelbaum, destacou que a reforma tributária vai trazer desafios ao setor na busca de maior industrialização, mecanização e uso de ferramentas."A gente vai precisar se adaptar muito forte a isso. Não tenho dúvida alguma que ela vai aumentar os nossos impostos e que vai reduzir a competitividade, não só do nosso setor, mas na área de de comércio e serviços. Até a gente chegar no estágio de creditação de impostos, o fluxo de caixa das nossas empresas vai sofrer muito", destacou.
Ele também pontuou a importância de unir as duas entidades para tratar do trabalho de promoção do conhecimento, da inovação e da competitividade empresarial, e também ressaltou o papel estratégico da construção civil no desenvolvimento econômico social do país.
O primeiro painel desta manhã debateu perspectivas do cenário político e econômico para o setor de construção. Debateram a economista e referência em análises macroeconômicas do setor de construção, Ieda Vasconcelos, e o doutor em ciência política com área de concentração em instituições políticas do Distrito Federal, Leonardo Barreto. Ao longo da tarde, também haverá discussões sobre o panorama imobiliário da região Sul e a inteligência artificial aplicada às incorporações.
- BRDE lança edital para seleção de projetos via incentivos fiscais
- Entidades consideram insuficiente redução da taxa Selic
- BC: Copom reduz taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, como esperado pelo mercado