O Guaíba segue baixando e, de acordo com a medição da Agência Nacional das águas, das 10h desta segunda-feira, saiu da cota de atenção ao atingir 1,89m, um centímetro a menos que a marca. Há exatas três semanas, mas às 11h, ele havia atingido a marca devido as chuvas que começaram no dia 18 no Rio Grande do Sul.
Desde os primeiros registros da chuva forte, pontos de alagamento e a preocupação dos moradores das ilhas se fizeram presentes. No dia 18, 58 cidades haviam sido afetadas pelos efeitos climáticos. No dia seguinte, passaram a ser 86 municípios. Na medição do dia 20, às 13h15min, o Guaíba atingiu 2,31m, superando em um centímetro a cota de alerta.
No mesmo dia, o diretor-geral da Defesa Civil de Porto Alegre, coronel Evaldo Rodrigues de Oliveira Júnior, descartou a repetição da inundação histórica de 2024, fato que se confirmou no decorrer das semanas seguintes. Porém, a opção da prefeitura foi colocar saco de areia e argila no Cais Mauá para evitar que a água avançasse.
No final da tarde, as Ilhas de Porto Alegre passaram a enfrentar transtornos pela inundação. À noite, começou o processo de fechamento das comportas, uma ação preventiva do Executivo municipal. Com a elevação do Guaíba, os bueiros da avenida Voluntários da Pátria passaram a extravasar.
Na manhã do dia seguinte, o corpo d’água atingiu a cota de inundação nas Ilhas. No dia 23, a água invadiu ruas sob a Nova Ponte do Guaíba. No período da tarde, passou a inundar o Cais. E à noite, na Zona Sul. Nos dias seguintes, sem chuvas, mas com vento, o nível oscilou.
No dia 25, o Guaíba atingiu a cota de inundação às 7h45min e a água voltou a chegar na avenida Voluntários da Pátria, zona Sul e cais Navegantes. Às 23h55min, baixou para a de alerta de 2,30m. No dia 1º de julho, subiu e atingiu 2,89m. Três dias depois, às 14h15min, voltou para a cota de alerta. Com o nível baixando continuamente, o Guaíba voltou para o leito normal nesta segunda-feira.