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Hidrovias RS celebra diálogo com Estado para resolver dragagens emergenciais após encalhe de navios no canal de Itapuã

Em reunião nesta semana, empresários reafirmaram necessidade de urgência na realização do serviço

Navio Mount Taranaki segue fundeado no Canal de Itapuã, na Lagoa dos Patos
Navio Mount Taranaki segue fundeado no Canal de Itapuã, na Lagoa dos Patos Foto : William Jadoski / Divulgação / CP

Passados 15 dias, os navios de carga Mount Taranaki e EVA Shanghai continuam fundeados no canal de Itapuã, na Lagoa dos Patos, e agora, a expectativa das entidades hidroviárias gaúchas reside na disponibilização de uma draga para realizar trabalhos emergenciais na área, a fim de possibilitar a passagem de navios com calado de cinco metros ou mais. Uma reunião realizada na última semana com o secretário Estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, trouxe esperanças aos empresários.

O governo do Estado anunciou, na semana passada, R$ 731 milhões via Funrigs para a dragagem emergencial dos trechos mais atingidos, como os canais de Pedras Brancas, Feitoria, Leitão e Furadinho, além de Itapuã, porém não estabeleceu prazos para isto. A Portos RS disse também não ter informação sobre quando os trabalhos vão ocorrer. Fontes ligadas ao setor hidroportuário disseram à reportagem que só há uma draga no Rio Grande do Sul com capacidade suficiente para atuar no local, e ela pertence a uma empresa privada, que a mantém em operação.

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“A conversa entre o secretário e os associados da Hidrovias RS foi importante, porque ele ouviu as preocupações e pleitos do setor empresarial, e este foi informado das providências do governo. Além dos recursos já anunciados, a determinação do início dos serviços de dragagem nos principais gargalos que obstruem os canais da Lagoa dos Patos, inclusive dos rios Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí”, salientou o presidente da Hidrovias RS, Wilen Manteli.

Segundo ele, outros pleitos também foram solicitados, como a prorrogação do prazo da suspensão da cobrança da tarifa para empresas de navegação fluvial, que é “indevida desde sua criação”, afirmou, reforçada pela “inexistência da contrapartida dos serviços públicos”, a exemplo da manutenção dos canais em condições de navegabilidade. Para ele, o melhor resultado foi “conseguir uma boa ponte de comunicação com o secretário, que disse que irá se envolver mais com o setor aquaviário”, e ainda se dispondo a “buscar com o setor uma solução definitiva”.