Passados 15 dias, os navios de carga Mount Taranaki e EVA Shanghai continuam fundeados no canal de Itapuã, na Lagoa dos Patos, e agora, a expectativa das entidades hidroviárias gaúchas reside na disponibilização de uma draga para realizar trabalhos emergenciais na área, a fim de possibilitar a passagem de navios com calado de cinco metros ou mais. Uma reunião realizada na última semana com o secretário Estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, trouxe esperanças aos empresários.
O governo do Estado anunciou, na semana passada, R$ 731 milhões via Funrigs para a dragagem emergencial dos trechos mais atingidos, como os canais de Pedras Brancas, Feitoria, Leitão e Furadinho, além de Itapuã, porém não estabeleceu prazos para isto. A Portos RS disse também não ter informação sobre quando os trabalhos vão ocorrer. Fontes ligadas ao setor hidroportuário disseram à reportagem que só há uma draga no Rio Grande do Sul com capacidade suficiente para atuar no local, e ela pertence a uma empresa privada, que a mantém em operação.
“A conversa entre o secretário e os associados da Hidrovias RS foi importante, porque ele ouviu as preocupações e pleitos do setor empresarial, e este foi informado das providências do governo. Além dos recursos já anunciados, a determinação do início dos serviços de dragagem nos principais gargalos que obstruem os canais da Lagoa dos Patos, inclusive dos rios Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí”, salientou o presidente da Hidrovias RS, Wilen Manteli.
Segundo ele, outros pleitos também foram solicitados, como a prorrogação do prazo da suspensão da cobrança da tarifa para empresas de navegação fluvial, que é “indevida desde sua criação”, afirmou, reforçada pela “inexistência da contrapartida dos serviços públicos”, a exemplo da manutenção dos canais em condições de navegabilidade. Para ele, o melhor resultado foi “conseguir uma boa ponte de comunicação com o secretário, que disse que irá se envolver mais com o setor aquaviário”, e ainda se dispondo a “buscar com o setor uma solução definitiva”.