Aconteceu na manhã desta quarta-feira em Foz do Iguaçu, no Paraná ,o leilão que escolheu a empresa que fará a gestão da ponte internacional entre São Borja e a cidade argentina de Santo Tomé. A vencedora foi a Pusbyte SRL, empresa do país vizinho que apresentou a proposta de outorga fixa de US$ 29 milhões, representando um ágio de 9,43%. O montante será dividido entre os dois países.
O leilão realizado pelo Ministério dos Transportes contou com a presença do titular da pasta, Renan Filho. O contrato também prevê um investimento de US$ 99 milhões, em custos operacionais e infraestrutura, o que visa impulsionar a integração entre os países. Além da gestão da ponte, o leilão inclui a recuperação, modernização, operação, manutenção e conservação do Centro Unificado de Fronteira.
O leilão terminou com o discurso do ministro que falou da relação entre Brasil e Argentina. "A relação entre os dois países é histórica no sentido de cooperação para o desenvolvimento humano. Potencializar o comércio é um jogo de ganha ganha", enfatizou No lado brasileiro, o acesso é a partir do entroncamento com a BR 285, na Avenida do Imigrantes e se estende por 6,6 quilômetros, até o início da ponte. A estrada se conecta também as BRs 392, 472 e 158. As três são consideradas estratégicas para a exportação e que contribuem fortemente para o escoamento da produção. Já, em Santo Tomé, na Argentina, a ligação parte do entroncamento com a Ruta Nacional nº14.
O contrato prevê obras de modernização na estrutura da ponte, além de estabelecer que a empresa forneça insumos, implemente sistemas e garanta conectividade para viabilizar as operações dos órgãos de controle de fronteira. A iniciativa tem o objetivo de reduzir o tempo do desembaraço alfandegário e melhorar as condições de trabalho na área, especialmente para caminhoneiros, que ficam muito tempo no local. A expectativa das autoridades é que a agilidade no processo estimule o aumento no fluxo de veículos.
Para o CEO da empresa vencedora do leilão, Diego Hernon esta é a possibilidade de integração econômica, social e política. "São duas potências dentro do Mercosul e da América do Sul, então é fundamental o trabalho em conjunto entre o Brasil e a Argentina", afirma. Atualmente, a gestão da ponte é supervisionada pela Comissão Mista Brasil-Argentina (Comab), criada a partir de um acordo entre os dois países em 1989. No contrato de concessão, há a obrigatoriedade de tarifas sociais para moradores locais e usuários de ônibus da região. A iniciativa tem o objetivo de facilitar a mobilidade e ampliar o acesso aos serviços durante o período de vigência.
Para os que cruzam os dois países para fazer turismo, a diminuição no preço deverá ser de até 97%, o que tornará a viagem mais barata. Caminhoneiros também deverão ter descontos para auxiliar na diminuição dos custos no transporte de carga.
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A ponte sobre o rio Uruguai, entre São Borja e Santo Tomé é uma das principais ligações rodoviárias entre os dois países. Ela possui 15,62 quilômetros e responde por 23% do comércio entre Brasil e Argentina. Além de quase 40% das transações com o Chile. O contrato de concessão tem duração de 25 anos.