Cidades

Mais de 100 gestores do INSS no Brasil já aderiram à greve dos servidores

O tema central da paralisação é em relação a carreira; atendimento digital continua funcionando, mas as análises de processos estão paradas

A greve dos servidores públicos federais do INSS, iniciada no dia 16 de julho, já conta com a adesão de 104 gestores das Gerências Executivas do INSS espalhadas pelo Brasil.
A greve dos servidores públicos federais do INSS, iniciada no dia 16 de julho, já conta com a adesão de 104 gestores das Gerências Executivas do INSS espalhadas pelo Brasil. Foto : Paula Oliveira/Especial/CP

A greve dos servidores públicos federais do INSS, iniciada no dia 16 de julho, já conta com a adesão de 104 gestores das Gerências Executivas do INSS espalhadas pelo Brasil. Os serviços digitais continuam em funcionamento, mas as análises de processos estão paradas.

De acordo com o diretor do Sindsprev-rs, Jose Campos Ferreira existe a preocupação com a questão salarial, mas a questão central da categoria é em relação a carreira. Ele afirma que desde o início da greve não houve nenhuma definição em relação a esse ponto. “O governo está comprometido a fazer uma reforma administrativa, a fusão de carreiras do Serviço Público Federal, e nós queremos ter uma definição do que ele pretende fazer com a carreira do seguro social. Nós entendemos que o INSS e a Previdência Social tem que ser compreendido como um órgão estratégico do estado brasileiro e a carreira do seguro social, dos servidores da previdência social, como uma carreira estratégica do estado brasileiro também”, disse.

Ferreira garantiu que a greve vai continuar até haver essa definição. “Enquanto os trabalhadores tiverem disposição de luta, os sindicatos, as entidades vão manter a greve”. Sobre os serviços oferecidos, o diretor revelou que a produção já caiu em mais da metade e que a falta da análise dos processos impacta na liberação de benefícios.

Segundo o diretor da FENASPS e do SINDISPREV-RS, Daniel Emmanuel, que participa das negociações no Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, uma proposta que poderia contemplar a principal reivindicação dos servidores do INSS seria o governo se comprometer a encaminhar um projeto de lei ao Congresso Nacional com três pontos: O reconhecimento da carreira do seguro social e da política de previdência como essencial e parte do núcleo estratégico do Estado. A inclusão das atividades de auditoria, controle, fiscalização e combate à fraude nos benefícios previdenciários e assistenciais como parte das atribuições da carreira do seguro social; e a alteração do critério de ingresso para o cargo de técnico do seguro social para nível superior, mais condizente com a complexidade do trabalho que já é desempenhada por estes servidores.

De acordo com o diretor “na nossa opinião, o Governo não tem nenhum motivo para não se comprometer com um projeto de lei assim pois, além de fortalecer a previdência social, que é a principal política pública do Governo Federal e responsável por cerca de um terço do orçamento efetivo da união, não traria nenhum impacto orçamentário”, conclui Emmanuel.

O aposentado Jorge Cortez foi até a agência do INSS, no Centro de Porto Alegre, e contou que não sabia que a categoria estava em greve, mas afirmou que foi muito bem atendido pelos estagiários da agência. Ele precisava de um extrato. Porém, outro cliente observou que os atendimentos realizados na agência da avenida Bento Gonçalves, estão sendo reagendados.