Cidades

Mais de 20 peixes mortos são encontrados em lago artificial da Redenção

Prefeitura alega que espécies encontradas não se adaptam a baixas temperaturas

Especialista contesta argumento, já que espécie foi introduzida no RS há décadas
Especialista contesta argumento, já que espécie foi introduzida no RS há décadas Foto : Mauro Schaefer

Na tarde de hoje, quem circula pelo Parque da Redenção, próximo ao lago artificial, pode notar uma grande quantidade de peixes mortos na margem das águas. O cheiro dos mais de 20 cadáveres de animais chamava atenção de quem passava pelas imediações.

A prefeitura de Porto Alegre afirma que uma das espécies que frequentam o local, as tilápias-do-Nilo (Oreochromis niloticus) apresenta “baixa tolerância a períodos prolongados de temperaturas reduzidas” e que a situação teria sido agravada pelo fato de o corpo d’água ser raso.

Já o professor da Escola de Ciências da Saúde e da Cida da PUCRS, Roberto Reis, não acredita que o frio tenha sido a razão determinante para a morte dos peixes. “A tilápia-do-Nilo foi introduzida há muitas décadas e é criada em piscicultura, como peixe de alimentação, por todo o Rio Grande do Sul. É um dos peixes mais abundantes no Guaíba, então se fosse pelo frio as tilápias do Guaíba também deveriam estar sofrendo”, afirma o especialista.

Além disso, Reis reitera que o lago do Parque da Redenção, não pode ser considerado um corpo d’água raso, já que, em alguns pontos chega a profundidade superior a 1,5 metro. O especialista destaca que o frio registrado nas últimas semanas não chega a ser o pior já registrado no Estado desde que a espécie foi introduzida na região. O executivo municipal destaca que não é responsável pela adição de animais ao lago.

Perguntada sobre a previsão de retirada dos cadáveres do local, a prefeitura de Porto Alegre ainda não respondeu. Na ocasião, o ente público também foi questionado sobre a realização de testes na água para garantir que não haja contaminação. Até a última atualização desta reportagem ainda não havia sido enviado o retorno aos questionamentos, mas o espaço segue aberto para contraponto.

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