O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, inaugurou nesta sexta-feira a nova agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Lajeado. O prédio estava pronto desde março de 2024 e, inicialmente, estava previsto para ser inaugurado no final de abril do mesmo ano. Entretanto, a enchente do Vale do Taquari destruiu parte da estrutura da nova agência e adiu a abertura do local, que fica no Centro da cidade.
O local é fruto de uma permuta entre Governo Federal, Prefeitura de Lajeado e Hospital Bruno Born. Isso porque a casa de saúde trocou o terreno pelo espaço onde funcionava a antiga agência, que será reformada pelo hospital e passará a ser um ambulatório para atendimento de pessoas idosas na região.
Na inauguração, o ministro Carlos Lupi reforçou a resiliência do povo gaúcho. "O hino fala 'sirvam nossas façanhas de modelo à toda terra'. A recuperação que o RS tem passado depois da enchente é um modelo para todos nós. Hoje, a Previdência Social paga mensalmente para mais de 40 milhões de brasileiros. Pagar a presidência não é despesa, é investimento. Previdência é cuidar do ser humano", afirmou o ministro.
A agência de Lajeado é responsável pelo pagamento de mais de 27 mil beneficiários na região, injetando cerca de R$ 51 milhões na economia. A estimativa é de que cerca de 130 pessoas sejam atendidas diariamente na nova agência. Devido aos estragos durante a cheia de maio de 2024, a unidade ficou fechada para novas reformas e passou a atender o público no início deste ano.
A prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, agradeceu à direção do Hospital Bruno Born pelo suporte prestado nos últimos meses, após a enchente. "Quando o INSS não estava mais no antigo prédio, eles nos cedeu o espaço para colocarmos um posto de saúde. Este novo espaço fará ótimos atendimentos para os lajeadenses", celebrou a prefeita.
Já o secretário especial da Reconstrução do RS, Maneco Hassen, reforçou que as ações do Governo Federal ajudarão a superar a tragédia de maio de 2024, especialmente na área da habitação. "Apenas aqui na região, já são 250 famílias que estão em uma nova moradia definitiva. Mas nossa estimativa é de que mais de 20 mil casas serão necessárias para contemplar os que forama atingidos. Essas cicatrizes mostram que a gente se cura, mas que as marcas ficam para a gente lembrar, aprender e não cometer os mesmos erros", finalizou.