Uma comissão formada por moradores do bairro Morro do Espelho, em São Leopoldo, esteve reunida com o prefeito Heliomar Franco reivindicando uma solução eficaz e a curto prazo para os transtornos causados pela execução de uma obra de saneamento. Os serviços têm causado problemas de mobilidade no local, com entulhos espalhados nas calçadas e no meio-fio, dificultando o acesso às garagens, comprometendo o direito de ir e vir e provocando uma série de prejuízos, incluindo o fato das casas serem invadidas por lama em dias de chuva forte.
A obra, que começou em fevereiro, é de responsabilidade do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), enquanto a execução está a cargo da empresa vencedora da licitação, por meio de recurso judicial. Conforme a presidente da Associação de Moradores (AME), Adriana Alves, não há oposição quanto à necessidade da obra de saneamento. No entanto, ela critica a falta de comunicação por parte do poder público e fiscalização dos trabalhos.
"Em nenhum momento fomos procurados pela administração para informar sobre o que seria feito, prazos, fiscalização ou a indicação de um servidor como canal de diálogo. Por mais de 15 dias tentamos contato e não tivemos resposta", afirmou Adriana. Durante a reunião, a comissão entregou um dossiê com imagens, protocolos, mensagens e relatórios, além do Plano Diretor da cidade. Cezar Comerlato, morador também prejudicado, abordou questões técnicas que não vêm sendo cumpridas.
"Tampas de redes de abastecimento e drenagem pluvial devem ficar no mesmo nível do pavimento, o que não acontece. Em nosso bairro, há buracos onde deveria estar nivelado." Sergio Machado e Wagner Oliveira pediram mais rigor na fiscalização em todas as fases da obra. "É preciso fazer cumprir o acordado, independentemente da gestão", disse Cenira Verona, mais uma integrante da comissão.
"Durante todo o período da obra, não houve presença da autarquia no acompanhamento dos serviços. Essa realidade só começou a mudar após a mobilização dos moradores. Muitas vezes saíamos e não conseguimos mais entrar em casa. Queremos organização, responsabilidade e respeito", afirmou a moradora, Aline Brandt.
EMPRESA FOI MULTADA E FISCALIZAÇÃO REFORÇADA
O chefe do Executivo ouviu as demandas e afirmou que o controle sobre os trabalhos foi intensificado. "Estamos atentos e vamos agir de maneira rápida para resolver isso. A primeira tentativa foi administrativa. Agora será judicial. A empresa foi multada. A fiscalização foi ampliada e entregaremos um bairro melhor", garantiu.
A diretora do Semae, Cacau Magnani, informou que a Prefeitura e o Semae se reuniram novamente nessa semana com a empresa para exigir o cumprimento do contrato, que inclui a remoção de resíduos, a desobstrução das sarjetas e da via. A obra, que implantará 1,5 mil metros de redes coletora, começou em fevereiro e tem previsão de conclusão em até 45 dias.
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