Entre as medidas definidas na audiência pública que aconteceu no início da semana, na sede da Coopernorte, na localidade de Águas Claras, em Viamão, encontro que ampliou as discussões sobre os impactos ambientais e econômicos provocados pelas obras de perfuração de poços, de responsabilidade da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan)/ Aegea, está a abertura de uma ação judicial, com pedido de liminar, para frear as intervenções que avançam pelas margens da ERS 040, no sentido Passo do Vigário. A preocupação da comunidade que reside nas imediações é que o projeto comprometa aquíferos, nascentes e banhados.
O encontro foi proposto pelo deputado estadual Adão Pretto. Além da ação judicial, outras duas decisões foram construídas em conjunto com moradores das localidades rurais, lideranças e autoridades de Viamão. Uma delas é requisitar, pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, o contrato da Aegea com a Prefeitura de Viamão para analisar termos, contrapartidas e plano de investimentos. A terceira é solicitar uma reunião com o Ministério Público Federal, cobrando investigação sobre os contratos.
O deputado acredita que estes encaminhamentos sejam fundamentais para proteger os moradores e impedir que os canos avancem para a extração de água da região, uma vez que nenhum estudo técnico ou de impactos foi apresentado. Da mesma forma, uma obra da época em que a Corsan não era privatizada segue parada na localidade de Itapuã, mesmo após investimentos com recursos públicos. Obra estas que é alvo de dúvidas e questionamentos.
OBRAS DEVEM EVITAR DESABASTECIMENTO EM PERÍODOS DE ESTIAGEM
O diretor executivo da Corsan da Região Metropolitana, Vitor Hugo Gabriel, explica que as obras são necessárias para evitar o desabastecimento de água, especialmente da região central de Viamão, área historicamente prejudicada em períodos de estiagem e durante as estações mais quentes do ano. A construção dos seis poços, com uma vazão de 170 litros por segundo, vai contemplar 145 mil pessoas que sofrem com a falta de água em períodos de calor. Gabriel garante que as intervenções, com previsão de conclusão para o início de 2026, não vão causar nenhum tipo de impacto ambiental, nem mesmo econômico para a comunidade local.
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