O Comando Militar do Sul (CMS) divulgou nota na manhã desta segunda-feira lamentando a morte do Capitão Elmo Diniz, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB). De acordo com a declaração de óbito, ele teve uma morte súbita na residência onde morava em Porto Alegre. Gaúcho nascido em Cruz Alta, ele fez parte da FEB entre novembro de 1944 e junho de 1945, quando atuou na reconquista da Europa.
Com a morte do ex-combatente da FEB, tenente Oudinot Willadino, há um mês, Diniz era um dos últimos gaúchos vivo que lutou contra as forças nazistas nos gelados campos da Europa. Recentemente o Correio do Povo fez uma entrevista com o capitão sobre os 80 anos do Dia da Vitória.
Diniz era presidente de honra da Associação Nacional dos Veteranos da FEB - RS. Em março, o pracinha foi homenageado com uma placa na ponte móvel instalada pelo Exército Brasileiro entre os municípios de Lajeado e Arroio do Meio, durante a Operação Taquari 2.
Morre o Capitão Elmo Diniz, que lutou na Europa na Segunda Guerra Mundial com a FEB
“É muito honroso, mas a vida começa a ficar difícil depois dos 100 anos”, afirmou Capitão Elmo Diniz em última entrevista ao CP
Mesmo depois de passar a manhã e parte da tarde no Hospital Militar de Porto Alegre com pressão alta, capitão Elmo Diniz, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), recebeu no final da tarde do dia 6 de maio o Correio do Povo em seu apartamento no bairro Santana para falar sobre o seu período de atuação na 2ª Guerra Mundial. Ainda debilitado por passar quase um dia inteiro em atendimento de saúde, ele mostrava com orgulho os feitos dele e dos demais companheiros da FEB em solo europeu, guardados em seu arquivo pessoal.
“É muito honroso, mas a vida começa a ficar difícil depois dos 100 anos. As pernas ficam mais fracas. A natureza começa a definhar”, respondeu o ex-pracinha sobre a sua vitalidade. Nesta segunda-feira, o último ex-combatente ainda vivo no RS faleceu. Gaúcho de Cruz Alta, capitão Elmo Diniz atuou na FEB entre novembro de 1944 e junho de 1945, batalhando pela reconquista da Europa contra as forças nazistas.
Depois da guerra, o Elmo seguiu destacado pelo Exército no Rio de Janeiro, onde realizou cursos para dar sequência na vida militar. Em 1947, acabou por ser promovido e mandado para Cruz Alta, sua cidade natal. Ele ainda atuou junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contribuindo no mapeamento fotográfico do Brasil. Em março, o pracinha foi homenageado com uma placa na ponte móvel instalada pelo Exército Brasileiro entre os municípios de Lajeado e Arroio do Meio, durante a Operação Taquari 2.
“A coisa mais estúpida do ser humano é a briga. Quem acerta a briga não vai brigar, mas manda os outros morrerem nela. Lembro de uma vez que estava conversando com um brasileiro e acertaram um tiro nele e ele caiu no meu pé. Também vi o (Benito) Mussolini pendurado pelas pernas, de cabeça para baixo, já morto, em um posto de combustíveis. Eu lutei pela liberdade dos povos”, recordou o combatente.
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