“O Ministério Público tem se empenhado demais no trato do tema mudanças climáticas”, essa foi a afirmação da Procuradora de Justiça e Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA) do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, Ana Maria Marchesan durante a abertura do o 5º Fórum Internacional de Mudanças Climáticas e Descarbonização da Economia – Diálogo com a Bioeconomia, que está sendo realizado, até 17h, no auditório do Palácio do Ministério Público, no Centro Histórico de Porto Alegre.
Ana Maria também destacou as ações do órgão durante o evento meteorológico de maio. “Durante a enchente houve uma dedicação total da instituição. Mesmo sem termos a nossa casa principal, a gente ficou lá no (bairro) Santana de prontidão, atuando em bloco e procurando resolver, demandas até de filantropia. Tenho muito orgulho do nosso papel durante e após a enchente”, afirmou.
O presidente do 5º Fórum e do Instituto Latino Americano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (ILADES), Marcino Fernandes Rodrigues Junior destacou que o evento vai ocorre em cima de um debate técnico. O advogado destacou a aliança histórica com o Ministério Público gaúcho e lembrou o primeiro evento que tratou do tema a economia de baixo carbono. Ele também recordou a compensação ambiental com o plantio de 500 mudas, sendo uma delas na frente da sede do MPRS. Além dos temas discutidos nos eventos anteriores, como resíduos sólidos e o encontro dos secretários municipais de meio ambiente e a realização do 1º inventário de carbono da Mobilidade Urbana de Porto Alegre.
Luciano Souto compartilhou os resultados do Inventário de Gases Efeito Estufa da Sede do Ministério Público Estadual realizado pelo Instituto de Meio Ambiente do SENAI-FIERGS e pelo ILADES, direcionado para as torres gêmeas do MPRS. De acordo com Souto é primordial que as entidades façam um levantamento sistemático das emissões de gases de efeito estufa (GEES) para poder identificar as oportunidades de redução.
Souto afirma que o principal ganho dos resultados atingidos é a aproximação das pessoas com o tema. “A gente passa a ter então uma cultura de gestão dessas fontes. Talvez temas que até então possam estar passando um batido dentro das organizações, passam a ganhar destaque, passam a ganhar um olhar de melhoria contínua para ele também”, considerou.
O tema cidades-esponja, conceito aplicado em diversas cidades do mundo com o objetivo de reduzir alagamentos e demais efeitos das mudanças climáticas, utilizando soluções baseadas na natureza, será abordado pela arquiteta pesquisadora urbanística Taneha Kuzniecow Bacchin, doutora pela Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, e professora de Desenho Urbano. E a pauta atuação do Gabinete de Estudos Climáticos, o GabClima, suas proposições e ações será abordada pela procuradora de Justiça Sílvia Cappelli.