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Mundo olha para a regulamentação da IA no Brasil, diz pesquisador dos EUA na 4ª Cidade da Advocacia

Ryan Calo, professor da University of Washington, fez fala de abertura no Congresso de Direito Digital, evento da OAB/RS em Porto Alegre

VI Congresso de Direito Digital, com Ryan Calo, no Palco Multiverso da Cidade da Advocacia
VI Congresso de Direito Digital, com Ryan Calo, no Palco Multiverso da Cidade da Advocacia Foto : Camila Cunha

A 4ª edição da Cidade da Advocacia, evento jurídico gratuito promovido pela seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) no Cais Embarcadero, no Centro Histórico de Porto Alegre, teve como um dos pontos altos nesta quarta-feira, segundo dia do encontro, o Congresso de Direito Digital, dentro do espaço Multiverso. Nele, estão presentes pesquisadores e profissionais de destaque no Brasil e no exterior.

Com painéis a respeito de regulamentação da inteligência artificial (IA), uso da IA no sistema de Justiça, propriedade intelectual, regulação de plataformas digitais, governança em IA e a reforma do Código Civil com a inclusão do Livro de Direito Digital, o evento teve em sua abertura a palestra de Ryan Calo, professor da University of Washington, nos Estados Unidos. A norma jurídica que visa regular a IA no Brasil foi aprovada em 2024 no Senado, e está atualmente em discussão na Câmara dos Deputados.

“Acredito que o Brasil é muito importante em termos de regulação da inteligência artificial, porque os modelos de IA que há agora estão baseados nos Estados Unidos, que não estão regulamentando a questão. O Brasil é um lugar onde muitas pessoas ao redor do mundo estão olhando para ver se pode haver uma terceira via, ao lado da norte-americana e da União Europeia”, disse Calo antes de sua fala no evento. O presidente da Comissão Especial de Proteção de Dados e Privacidade da OAB/RS, Juliano Souto Moreira Madalena, comentou que o evento aproxima o Direito da inovação.

“O grande objetivo é que a gente possa olhar para a tecnologia, identificar os desafios e utilizar o Direito de maneira que possamos equilibrar o progresso com o cumprimento das normas. A advocacia já usa IA, a Academia também, então precisamos enfrentar esta questão, utilizando, principalmente, as ferramentas de maneira ética”, comentou. Ainda para ele, o desafio da implementação é sua alta tecnicidade, porém a realidade está posta.

“Daqui para a frente, a inteligência artificial será um grande aliado diário da advocacia”, acrescentou Madalena. O congresso conta ainda com representantes de outros Estados, da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) e da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes). A Cidade da Advocacia tem entrada gratuita até o próximo sábado mediante credenciamento.

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