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Município catarinense acumula mais de 150 milímetros de chuva

Chuva ultrapassa o esperado para o mês e provoca alagamentos e enxurradas em várias regiões de Santa Catarina

Galhos sobre a pista da Rodovia Baldicero Filomeno, no Sul de Florianópolis
Galhos sobre a pista da Rodovia Baldicero Filomeno, no Sul de Florianópolis Foto : Defesa Civil de Santa Catarina / Divulgação / CP

O município de Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina, acumulou 152,8 milímetros de chuva em 24 horas. A cidade registrou alagamentos, transbordamentos de rios e quedas de árvores. O balanço divulgado pela Defesa Civil destaca, ainda, que o volume total no município foi de aproximadamente 160 milímetros em 48 horas.

Palhoça, Biguaçu e Florianópolis registraram 135, 122 e 114 milímetros em 24 horas, respectivamente. No Sul de Santa Catarina, os municípios com maior acumulado de chuva foram Sombrio (67), Ermo (65), Praia Grande (64), Araranguá (63) e Içara (60).

Santa Catarina registrou alagamentos em diversas regiões e três mortes foram confirmadas em função das chuvas causadas pela passagem de um ciclone extratropical no Sul do país. Um casal e um bebê de cinco meses, que estavam em um carro, foram levados por uma enxurrada em Palhoça, na Grande Florianópolis. A Secretaria Estadual da Proteção e Defesa Civil (SPDC/SC) segue monitorando a passagem do ciclone por SC e levantando os estragos junto aos municípios.

“Recebi com enorme tristeza a notícia da morte de um casal e de um bebê em Palhoça. Minha solidariedade aos familiares e à comunidade. As forças de segurança já estão atuando nos locais de risco. Mas reforço o pedido: evitem áreas alagadas ou com sinais de desmoronamento e só saiam de casa em caso de extrema necessidade”, disse o governador Jorginho Mello.

Risco de vento forte

Nesta quarta-feira, o ciclone está em alto-mar, porém ainda muito próximo da costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Com isso, a condição para chuva diminui, mas o risco de vento forte aumenta. São esperadas rajadas entre 60 e 80 km/h do Meio-Oeste ao Litoral, enquanto nas áreas serranas próximas ao mar pode se aproximar dos 100 km/h.

O risco é moderado a alto para ocorrências associadas a destelhamentos, danos na rede elétrica e queda de galhos e árvores. A agitação marítima também aumenta entre esta quarta-feira e amanhã, com risco de ressaca. As ondas de direção Nordeste e posteriormente de Sul/Sudoeste ficam em torno de 2 metros de altura no Litoral Norte e Baixo Vale do Itajaí, entre 2 e 3 metros na região da Grande Florianópolis e entre 3 e 4 metros no Litoral Sul, com picos ainda maiores em alto mar.

O risco é moderado a alto para ocorrências associadas à agitação marítima. Conforme orientação do governador, as forças de segurança estão envolvidas no atendimento de ocorrências, além de orientação aos motoristas devido aos alagamentos registrados em vias e rodovias estaduais.

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