Número de acolhidos em abrigos de Porto Alegre reduz para 9,8 mil

Número de acolhidos em abrigos de Porto Alegre reduz para 9,8 mil

No Rio Grande do Sul, número chega a 45.126

Correio do Povo

Diminui o número de pessoas em abrigos de Porto Alegre

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Depois de registrar o pico de ocupação em 13 de maio, com 14.632 pessoas atendidas, a Central de Abrigos da Prefeitura de Porto Alegre contabilizou 9.896 acolhidos na noite de quarta-feira, 29. O número representa uma queda de 32% no uso dos espaços mantidos pelo Executivo, com entidades parceiras e voluntários. No Rio Grande do Sul, o número chega a 45.126, conforme dados da Defesa Civil Estadual.

A baixa na Capital ocorre ao mesmo tempo em que o pacote de soluções habitacionais para atingidos pela enchente, elaborado pelo prefeito Sebastião Melo, foi aprovado na Câmara Municipal.

Entre as seis propostas da prefeitura aprovadas pelo Legislativo está a ampliação do Estadia Solidária, benefício habitacional provisório criado pela atual gestão municipal, e que terá valor e número de parcelas reajustados.

Em breve, serão anunciados os detalhes de como as pessoas que estão deixando ou sairão de abrigos poderão acessar esse benefício e quais valores serão depositados. Outra ação prevista pelo município é a flexibilização do Bônus-Moradia e do Compra Compartilhada, soluções habitacionais definitivas para a compra de uma nova casa em local regular.

Parcerias

Conforme o coordenador da Central de Abrigos da Prefeitura de Porto Alegre, Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, que também é secretário municipal de Inovação, a queda na ocupação dos espaços provisórios de atendimento é um movimento natural, na medida em que a água está baixando na maior parte da cidade e o fornecimento de água está praticamente normalizado pelo Departamento Municipal de Água e Esgtos (Dmae).

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“A tendência é de redução, a cada semana, mas é importante que haja a oferta para as pessoas que ainda estão em situação de vulnerabilidade. Seguiremos trabalhando para manter os atuais espaços necessários e, se houver demanda, cadastrar novos abrigos”, diz Luiz Carlos Pinto.

Os primeiros três abrigos para a enchente, que começou no início do mês, foram montados pela prefeitura e passaram a operar ainda no dia 2 de maio. Cinco dias depois, em 7 de maio, cerca de 10 mil pessoas já ocupavam mais de 100 abrigos credenciados pela prefeitura, geridos com apoio de entidades parceiras e voluntários. Trata-se da maior mobilização de abrigos para desabrigados na história de Porto Alegre.


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