Cidades

Nível do Guaíba segue em elevação, mas abaixo das cotas de alerta e inundação em Porto Alegre

Níveis registrados foram de 1,26 metro na Ilha da Pintada e 1,38 metro no Cais Mauá

Nível do Guaíba no Cais Mauá está em 1,38 metro, segundo medição das 16h feita pela Defesa Civil de Porto Alegre
Nível do Guaíba no Cais Mauá está em 1,38 metro, segundo medição das 16h feita pela Defesa Civil de Porto Alegre Foto : Camila Cunha

O nível do Guaíba no Cais Mauá, no Centro Histórico, voltou a subir na tarde desta quinta-feira, de acordo com a Defesa Civil de Porto Alegre. Na medição realizada às 16h, os níveis registrados foram de 1,26 metro na régua manual da Ilha da Pintada e 1,38 metro na estação hidrológica do Cais Mauá. Apesar da elevação, o órgão reforça que os níveis permanecem abaixo das cotas de alerta e inundação.

Ainda conforme a Defesa Civil, os níveis apresentaram elevação ao longo do dia em decorrência da resposta hidrológica às chuvas registradas nas cabeceiras dos rios das regiões Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul. O prefeito Sebastião Melo destacou que os órgãos municipais têm mantido o monitoramento permanente das condições hidrológicas e meteorológicas, com acompanhamento e que novas atualizações serão divulgadas pelos canais oficiais, caso necessário.

“O Guaíba é abastecido por quatro rios, que são abastecidos por rios menores e até arroios. Existe um alerta no Rio Grande do Sul sobre chuvas intensas em outras regiões. Então, fizemos um aviso para elevação do Guaíba, mas estamos monitorando e novos avisos sairão no momento oportuno. Não podemos deixar de avisar mas também não podemos alardear (a população)”, completou.

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El Niño pode se tornar mais intenso

Conforme a MetSul Meteorologia, tem crescido a possibilidade do El Niño que atuará no RS no segundo semestre se tornar o mais intenso dos últimos 150 anos. Mesmo assim, o instituto de meteorologia explica que isso não significa que o Brasil registrará condições extremas de chuva e seca.

“A intensidade do fenômeno é apenas um dos fatores que influenciam o comportamento da atmosfera. O clima brasileiro resulta da interação de diversos mecanismos que atuam ao mesmo tempo, de modo que um El Niño muito forte aumenta o potencial para eventos extremos, mas não determina sozinho a intensidade nem a distribuição desses impactos”, explicou a MetSul.

Independentemente disso, a MetSul reitera que este segundo semestre será de muito alto risco de episódios de chuva excessiva a extrema no Sul do Brasil, com cheias de rios e enchentes, além de uma alta frequência de tempestades fortes a severas. “O cenário piora agora em julho e agosto, mas o período mais crítico em nosso entendimento vai se dar entre setembro e dezembro”, concluiu.