As agendas de gestão de risco de desastres e resiliência climática, além de estratégias para uma recuperação orientada a longo prazo no Rio Grande do Sul são os principais temas debatidos ao longo desta quarta-feira no Seminário Internacional Reconstruir Melhor: Caminhos para a Resiliência no Rio Grande do Sul, promovido pelo governo do Estado nesta quarta-feira, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. O encontro é organizado pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), e reúne gestores públicos de organismos internacionais e instituições financeiras e especialistas.
O seminário foi estruturado com o apoio do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os painéis de discussão buscam fortalecer as capacidades institucionais e incorporar a resiliência como estruturante das políticas públicas no Estado.
Em sua fala na abertura, Leite destacou a responsabilidade dos governos em voltar ao embasamento técnico científico para tratar de reconstrução e resiliência. "A ciência é fundamental. Estamos amparados no Plano Rio Grande, pelo Comitê Científico, e com um enorme esforço e interlocução dos nossos servidores, técnicos e todos aqueles que estão liderando o processo de reconstrução do Rio Grande do Sul, seja na Defesa Civil, seja na própria Secretaria da Reconstrução ou nas secretarias finalísticas que também atuam ligadas à recuperação resiliente do Estado, orientados justamente pelo que a ciência nos apresenta".
Ele também destacou que o papel do Estado e das prefeituras é entregar à sociedade a capacidade de estar preparada para lidar com eventos extremos com o menor transtorno possível e sem perdas de vidas, e que tornar as cidades mais resilientes envolve entender as principais necessidades dos municípios com um recurso que é limitado.
"Temos um desafio de entender exatamente quais são essas construções, o que a ciência aponta que deverão ser esses eventos para podermos trabalhar no limite das possibilidades econômicas nessa resiliência. Temos o desafio do financiamento, e esse seminário também vai se ocupar de apresentar caminhos, ferramentas e orientação de oportunidades de financiamento para a resiliência", comentou.
“Vivemos muitos aprendizados no Estado ao longo dos últimos dois anos. Um deles é entender que a mudança de cultura é fundamental para compreender os próximos tempos que virão. Precisamos conhecer os riscos a que estamos expostos e construir conjuntamente essa mudança de cultura, sem barreiras institucionais”, disse o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi.
As autoridades federais foram representadas no evento pelo diretor do Departamento de Restabelecimento e Recuperação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Paulo Roberto Falcão. "Reconstruir significa criar condições para que as cidades e comunidades estejam mais preparadas para enfrentar as situações do futuro. Precisamos aumentar a resiliência dos nossos territórios, o que não depende apenas de recursos financeiros, mas de uma grande colaboração entre as instituições", avaliou Falcão.
No evento, também foi destacado os avanços do Estado na criação do Centro Estadual de Reconstrução Resiliente (Cerr), em cooperação com o UNDRR, que será instalado no Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird), em Porto Alegre. Parte do Plano Rio Grande, o acordo de cooperação contempla o desenvolvimento de metodologias e ferramentas, capacitação e formação, assistência técnica e articulação interinstitucional.
- Simulado de resgate fluvial em desastre climático mobiliza Eldorado do Sul
- Evento Novas Energias debate potencial estratégico do RS na agenda de transição energética
- Defesa Civil monitora chuva em Porto Alegre e possível elevação do nível do Guaíba