Mobilizando diferentes agentes municipais, estaduais e federais, um simulado de ajuda humanitária promovido pelo Exército Brasileiro buscou fortalecer a preparação e a atuação integrada na resposta a eventos climáticos extremos. A operação chamada Jacuí, que ocorreu nesta quarta e segue até quinta-feira em Eldorado do Sul, na região Metropolitana, envolveu agentes como a Coordenação entre a 6ª Divisão de Exército, a Defesa Civil municipal e estadual, a Secretaria da Reconstrução e Resiliência Climática, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e a Brigada Militar do RS.
Ao todo, serão 600 servidores envolvidos no efetivo, sendo 594 militares e agentes civis e 35 agentes do gabinete de crise do Rio Grande do Sul, além de 101 viaturas, cinco botes e um helicóptero. Estão previstos resgates fluviais, com viaturas e com helicóptero, além de outros incidentes que envolvem um desastre.
O exercício que ocorreu na manhã desta quarta-feira simulou o resgate fluvial de moradores que estavam ilhados no bairro Sol Nascente, em uma situação em que não era possível fazer a remoção por meio terrestre. Depois de serem colocados nos botes, os “atingidos” foram deslocados para outro ponto na praia de Sans Souci, com destino a um local considerado seguro. A simulação contou com situações que podem acontecer em um desastre. Entre elas, haviam participantes que precisavam de cuidado redobrado, como uma mulher idosa, uma mulher grávida e um jovem com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
No exercício, os participantes também simularam alguns imprevistos, como a demora no resgate e o desencontro de informações sobre a saída das embarcações e quem era responsável pela triagem dos “atingidos”, que demonstravam preocupação com a situação dos seus familiares e impaciência com a condução do processo. Tudo foi realizado para que a situação parecesse a mais real possível.
“Em uma situação de possível evento climático extremo, nossa finalidade aqui é adestrar as nossas tropas para atuar nesse tipo de situação e, principalmente, a integração com as agências e órgãos governamentais que também atuam nesse tipo de situação”, afirmou o major da 8ª Brigada da Infantaria Motorizada, Gladstoni Variz da Costa. O trabalho, nas suas palavras, é de sinergia, para fortalecer o trabalho coordenado com as agências. “Nossas capacidades se complementam”.
Os ensinamentos obtidos na atividade somam-se aos da Operação Taquari, missão de ajuda humanitária e emprego de Forças Armadas em resposta às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024. O motivo da cidade ter sido escolhida para a atividade foi, justamente, por ter sido uma das mais atingidas do Estado na calamidade. “É um ambiente que favorece esse tipo de exercício para a gente, em decorrência do que aconteceu no passado recente”, disse o major.
O secretário de Reconstrução, Resiliência Climática e Defesa Civil, Luis Carlos Mucke, destacou que o simulado irá auxiliar na proteção não só de Eldorado, mas do Estado caso ocorra um novo evento extremo. “Esperamos que não ocorra, mas caso venha a ocorree, estaremos todos preparados. As forças de segurança, a Brigada Militar, a Polícia Civil, os Bombeiros Militares, a Defesa Civil de Eldorado do Sul e do Estado, todos os atores envolvidos, e a população preparada para entender que estamos trabalhando na preparação”.
Programação segue nesta quarta e quinta-feira
Na tarde desta quarta-feira, ainda haverá um resgate fluvial nas águas da Praia do Sol Nascente com emprego de viatura blindada de transporte de pessoal, e um resgate motorizado no bairro Sans Souci com emprego de viatura de transporte especializado e viatura blindada. Na quinta-feira, haverá uma simulação de contaminação nas instalações do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor. Ainda, resgates fluviais na Praia de Sans Souci com emprego de viatura blindada de transporte de pessoal.
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