Começou nesta semana a obra de requalificação asfáltica da avenida Borges de Medeiros, no Centro Histórico de Porto Alegre, que está sendo vista com bons olhos por comerciantes locais, mas com transtornos e lentidão aos motoristas, apesar da sinalização. Ela ocorre nos dois sentidos da via, entre a avenida Senador Salgado Filho e a rua Demétrio Ribeiro, passando por baixo do viaduto Otávio Rocha, recém entregue.
Na manhã desta terça, funcionários terceirizados da empresa contratada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), responsável pelos trabalhos, atuavam no sentido ao Mercado Público, bloqueando a faixa da direita da via, causando lentidão na outra. A reportagem soube, por agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) no local, que houve uma leve batida entre três veículos, causada diretamente pelo arranca e para.
“São transtornos temporários e o serviço está adiantado. Pedimos paciência aos condutores. A previsão é que nas próximas semanas seja concluído. Claro que desejamos fazer em pouquíssimo espaço de tempo, mas infelizmente somos reféns do clima”, defendeu o titular da SMSUrb, Rafael Fleck. Segundo ele, pela característica do asfalto e do contrato, o serviço só pode ser feito durante o dia, estando agendado das 9 às 16 horas, e sem chuva. Ainda, a necessidade de intervenção neste local ocorreu embasada por avaliações técnicas do Sistema de Gestão Integrada de Pavimentos de Porto Alegre (Gipav-POA).
Ele, que usa inteligência artificial para mapear locais que potencialmente precisam de manutenção, identificou o estado anterior do pavimento entre “regular e péssimo” em determinados trechos. Nos dois sentidos, os trabalhos de fresagem, ou retirada do asfalto antigo. Fleck não soube estimar o valor deste serviço especificamente, porém disse que ele faz parte do contrato permanente da SMSUrb com a terceirizada para a requalificação do asfalto em Porto Alegre. Funcionário há 20 anos de uma lancheria na Borges de Medeiros, Filipe Gonçalves disse acreditar que a área ficará “mais bonita e transitável”.
“Eu era pequeno e vinha para cá quando arrumaram o asfalto da outra vez. Vai gerar poeira, barulho e algum inconveniente, porém acredito que vai ser melhor depois. É um mal necessário. Não vai gerar problemas no nosso fluxo, pois temos maior trânsito de pedestres, talvez para descarregar alguma mercadoria”, salientou Gonçalves. Depois da Borges de Medeiros, Fleck afirmou que o serviço de requalificação será feito na General Câmara, junto aos bancos, e na avenida José Bonifácio, próximo ao Parque da Redenção.
A meta é superar os 60 quilômetros onde houve o serviço no ano passado. Outro ponto que gera dúvidas durante o processo é as podas de árvores, feitas ao mesmo tempo em toda a extensão da Borges de Medeiros, incluindo levantamento de copa, desobstrução da iluminação pública e podas de equilíbrio. “Não há cortes de árvores. Todas as podas, ou o manejo arbóreo, têm laudo do engenheiro agrônomo da secretaria. Todas têm fiscalização técnica e só são executadas com laudo”, comentou Fleck.