Cidades

Obra em ponte entre Porto Alegre e Alvorada deve ser concluída na próxima semana

Antiga estrutura foi destruída na enchente de 2024, e moradores contavam com passagem improvisada

Estrutura da ponte teve instalação concluída na última sexta-feira
Estrutura da ponte teve instalação concluída na última sexta-feira Foto : Camila Cunha

Os moradores da Vila Alexandrina, entre Alvorada e o bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, observam com expectativa a fase final da construção da ponte que liga os municípios. A antiga estrutura, que permitia a passagem na rua Treze de Setembro, foi levada durante a enchente de maio do ano passado, e os moradores improvisaram paisagem em um caminho com tábuas, trazendo riscos à população.

As obras começaram no final de novembro, e a estrutura da ponte teve instalação concluída na última sexta-feira, dia 5, e já foram colocados os muros de contenção no arroio para a instalação do pontilhão metálico, com estrutura de 19 metros de extensão e 1,24 metro de largura. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Smsurb), responsável pela obra, afirmou que, neste momento, estão sendo realizadas melhorias no entorno, e que as rampas devem ser instaladas ainda nesta semana.

A previsão de término da obra permanece para a segunda quinzena de dezembro, a depender das condições climáticas. A empresa DW Engenharia está executando a obra, orçada em R$ 360 mil com recursos do município.

Sem as rampas, por enquanto, há apenas um tijolo para auxiliar na subida, trazendo certa dificuldade. "Está quase pronta, mas ainda não consigo passar por conta das minhas pernas", afirma a aposentada Suzete Mendes, de 70 anos.

Travessia ainda está sem rampa | Foto: Camila Cunha

Moradores improvisaram passagem

A ausência da ponte trazia riscos aos moradores, que tinham como único acesso um caminho com tábuas soltas improvisadas acima da água, sem corrimão. Escadas também foram construídas de maneira provisória para subir o barranco da rua.

Já houve, inclusive, relatos de crianças que caíram na água contaminada, e reclamações de lixo e entulho acumulado. Os moradores chegaram a construir a ponte com recursos próprios ,mas a estrutura também ruiu em fevereiro deste ano. O caminho alternativo levava mais de 30 minutos em uma estrada com pouca iluminação na área.

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O aposentado Jorge Abreu, de 69 anos, morador da rua Treze de Setembro, celebrou a construção da ponte. Seus netos de nove e 10 anos tiveram que ir para outra escola, em Magistério, por conta das dificuldades para o deslocamento. Em um caminho que levava cerca de cinco minutos, sem a ponte levava mais de meia hora. "A gente não podia levar nossos netos ao colégio. Tinha que ir pela ponte e ir pelo outro lado, era muito demorado", lembra.

Do outro lado da ponte, no bairro Rubem Berta, Emerson Luis Barbosa, 45 anos, afirma que a obra está fluindo rápido, e também concorda que a estrutura irá beneficiar os moradores. "Graças a Deus, o pessoal agora vai conseguir ir para o colégio. Tem a criançada que depende de aula, posto de saúde aqui em cima. Tava bem complicado”, diz.

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