Se aproxima do final da fase 2, mas ainda sem data final definida, o trabalho de reforço da estrutura no dique do Sarandi, na zona Norte de Porto Alegre, de acordo com o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Esta etapa tem prazo inicial de três meses, a depender das condições climáticas, e sucede a primeira, que compreendeu a atuação do maquinário em 1,1 quilômetro do dique entre as casas de bombas 9 e 10, e foi concluída em janeiro deste ano.
Já a terceira, que compreenderá mais dois quilômetros do dique, ainda está em aberto, e também não há prazo, de acordo com o Dmae. Na manhã desta quarta-feira, as máquinas trabalhavam, e não havia moradores próximos acompanhando, porém, nos últimos dias, foram instaladas estruturas temporárias para os trabalhadores.
Ao todo, 57 famílias que viviam neste trecho estão elegíveis ao Compra Assistida, programa federal para aquisição de imóveis de até R$ 200 mil. Segundo a Prefeitura, todas também estão recebendo o auxílio Estadia Solidária, no valor mensal de R$ 1 mil, para auxiliar nos custos com moradias temporárias até a efetivação das soluções definitivas.
Trabalhos de reconstrução do Dique do Sarandi
O Dmae afirma que as equipes, atualmente, seguem na sondagem do solo para a identificação de materiais que precisam ser removidos e a limpeza do terreno antes da recompactação, com novas camadas de argila, a depois a construção de um talude. O departamento disse avaliar que ainda há muito material a ser retirado, proveniente da remoção das casas. Este segundo trecho, com 300 metros de extensão, chegou a ter a reconstrução suspensa judicialmente, porém foi retomado após autorização no último dia 27 de junho.
Após a limpeza total da área, será iniciada por partes a reconstrução e elevação da cota do dique. Em alguns pontos, a cota era inferior a quatro metros, porém a água nas enchentes entre anril e maio de 2024 subiu acima disto na área, em torno de 5,80 metros, inundando a grande maioria das residências do bairro da zona Norte. A obra no dique, conforme o Dmae, deve permitir que a proteção seja equivalente à cota histórica.
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