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Operadoras comparecem à remoção de fios em desuso em Porto Alegre após determinação da Justiça

Serviços ocorreram nesta sexta-feira na rua Dona Margarida, no 4º Distrito

Furtos geram prejuízos a consumidores e perdas à concessionária
Furtos geram prejuízos a consumidores e perdas à concessionária Foto : Pedro Piegas

Após determinação do Tribunal de Justiça do RS (TJRS), operadoras de telefonia e a CEEE Equatorial participaram, nesta sexta-feira, da retirada de fios em desuso na rua Dona Margarida, na região do 4º Distrito, em Porto Alegre. A operação, coordenada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Smsurb), percorreu a extensão da via e removeu os materiais que já estavam arrebentados nos postes e não identificados, abaixo de aproximadamente três metros de altura.

A primeira etapa da ação ocorreu em 12 de janeiro deste ano, mas, segundo a Smsurb, as empresas “reduziram significativamente sua atuação nos mutirões, descumprindo os acordos firmados”. Uma ação civil pública da Procuradoria-Geral do Município (PGM) aberta em março deste ano responsabilizava judicialmente as companhias pela ausência de manutenção de sua infraestrutura. A participação das empresas deve ocorrer nos mutirões das sextas-feiras.

Os trabalhos haviam sido interrompidos durante as enchentes de maio, retomados em julho por uma empresa credenciada e no mês seguinte pelas equipes da Prefeitura. As retiradas também ocorrem nas segundas e quartas-feiras, sempre a partir das 8h30min. “Esperamos que as empresas sigam conosco na retirada dos fios. É um serviço importante para trazer mais segurança para o cidadão e para deixar nossa cidade ainda mais bonita”, disse o titular da Smsurb, o secretário Marcos Felipi Garcia.

Desde o começo da operação, a iniciativa removeu mais de 74 toneladas de fios. Os locais são escolhidos através de protocolos abertos na plataforma do 156+POA e dos órgãos de fiscalização, e o cronograma é divulgado no site da prefeitura e pelas redes sociais da Smsurb, podendo ser alterado devido às condições climáticas. Há também uma lei municipal de 2015 determinando às concessionárias e prestadoras de serviços aéreos que removam as fiações excedentes.